Aeroportos: Pistas de pouso do Pará em foco

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Pousos realizados em campos de futebol, estradas ou em pistas irregulares. Essa é a situação do transporte aeroviário em muitos municípios paraenses. Para discutir maneiras de se resolver esses problemas e fazer um mapeamento da situação, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Agência Nacional de Aviação (Anac) a realização de um seminário, marcado para os dias 30 e 31 deste mês.

De acordo com o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Alan Mansur, o MPF tem informações de que existem pistas de pouso que ainda não foram homologadas e que mesmo assim são utilizadas para pousos e decolagens, principalmente no arquipélago do Marajó. “Não existe estrutura de pousos de forma correta e isso coloca em risco não só quem está em voo, mas também a população que está no solo”.

Durante os dois dias do seminário, a segurança e a forma de se regularizar essas pistas serão discutidos por gestores públicos municipais e estaduais. “No dia 30, serão discutidas questões específicas para os profissionais do transporte aéreo.Já no dia 31, será aberto (o seminário) ao público”, informa o procurador. “Vamos conversar com os gestores sobre o panorama da aviação no Estado e ver o que se pode melhorar. O MPF vai acompanhar essas resoluções”.

DIFICULDADES

Dentre as dificuldades enfrentadas pela população dos municípios que não dispõem de pistas de pouso adequadas, está a dificuldade de transferência de pacientes que necessitam de atendimento em outros municípios. “A área da saúde é prioritária. Em Anajás, por exemplo, a forma mais rápida de transferir uma pessoa é de barco, o que leva dois dias”.

O diretor executivo da Federação da Associação dos Municípios do Estado do Pará (Famep), Josenir Nascimento, ressalta outro prejuízo causado pelo problema da aviação no Estado. “Há uma determinação de que todos os municípios têm que fazer o pagamento aos servidores de forma eletrônica, mas alguns municípios não têm agência bancária justamente porque não têm pista de pouso”.

De acordo com ele, o problema é proveniente da falta de investimento na área. “Há uma calamidade no Estado do Pará. Falta investimento e promoção. A Anac tem algumas exigências para a construção de pistas e os municípios não conseguem cumprir por falta de investimento”.

Para tentar sensibilizar o governo federal para o problema que, segundo Josenir, é característico do Pará, o prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, que preside a federação, vai levar o assunto até o ministro de Assuntos Estratégicos. “Estamos juntos com o MPF e tomando providências para que o governo federal atenda aos nossos pedidos”.

Fonte: DOL

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