Começa hoje propaganda do plebiscito Tapajós/Carajás‏

Começa hoje a contagem regressiva para o Plebiscito Carajás e Tapajós que vai acontecer em todo o Estado no dia 11 de dezembro. O juiz eleitoral Cosme Ferreira Neto, adverte as frentes que estejam atentas sobre as orientações. O Tribunal Superior Eleitoral editou as resoluções que disciplinam as determinações, que deverão ser observadas durante o período eleitoral.

A partir de hoje, das 8:00 às 22:00 horas, por exemplo, é permitido o uso de alto falantes e comícios, que não podem ultrapassar a meia noite.

A propaganda impressa nos jornais, conhecida como propaganda paga, também está liberada. Desde que dentro dos tamanhos estabelecidos. Já a propaganda pela internet, também já está liberada, e tem que ser gratuita.

Na lista de proibições, estão os bens públicos, como prédios, postes e áreas de lazer. Uma diferença das resoluções de eleições passadas, está proibido o uso de Out door, qualquer que seja o tamanho. Nas eleições anteriores, era permitido, desde que não ultrapassasse dos 2 metros quadrados, independente da forma geométrica.

Segundo o juiz Cosme Ferreira Neto, a fiscalização está sob a responsabilidade da 140ª Zona Eleitoral, com o apoio do Ministério Público Federal e Polícia Federal. O juízo tem poder de Polícia para coibir qualquer conduta ilícita, à luz das resoluções.

Representações, reclamações e direitos de respostas serão administrados diretamente pelo Tribunal Regional Eleitoral, em Belém, que terá atuação em todo o Estado, para acolher as reclamações e dar provimento aos direitos de respostas.

Os órgãos de comunicação de concessão pública, também serão monitorados, no sentido de atuarem com isenção, sendo vetado o privilégio de qualquer frente.  As informações deverão ser dadas de forma equânime. O Juiz reforma a necessidade de se estar atento ao estabelecidos nas resoluções, sobre as vedações. A propaganda gratuita no rádio e na TV começa no dia 11 de novembro.

Fonte: RG 15/O Impacto

Um comentário em “Começa hoje propaganda do plebiscito Tapajós/Carajás‏

  • 16 de novembro de 2011 em 11:15
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    o prebrescito vai ser o mais grande passo para todos municipios que estão envolvidos

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  • 25 de outubro de 2011 em 03:56
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    Desafio a Duda Mendonça

    Após a reestruturação política do Estado, em caso de vitória do Tapajós e Carajás, o Pará remanescente terá 1.337.552 eleitores a mais do que a soma dos eleitores dos outros novos estados. Este número, definitivo, é do Tribunal Regional Eleitoral do Pará. Isto significa que os defensores da multiplicação vão ter que conquistar muitos votos de eleitores de Belém, da região metropolitana, do nordeste paraense e do arquipélago marajoara para terem alguma chance de vencer o plebiscito marcado para o dia 11 de dezembro.
    Se imaginarmos que cem por cento dos eleitores do Tapajós e Carajás votem SIM, e o mesmo número de eleitores do Grão Pará vote NÃO, este empate será decidido pelos 1.337.552 eleitores excedentes do Pará Remanescente. Então, Tapajós e Carajás terão que obter votos SIM de cinquenta por cento mais um destes, ou seja, teremos que colher exatos 668.777 votos SIM entre os eleitores de Belém e adjacências.
    Este é o desafio posto diante de Duda Mendonça, o artífice da campanha pro Carajás e pro Tapajós.
    Já escrevi sobre este tema. O artigo aqui publicado pode ser visto em: http://imbiriba.blogspot.com/2011/09/tapajose-carajas-decisao-suprema.html.
    Também já propus a realização de um movimento de criação de diretórios ou células da agitação política na seara do inimigo, isto é em Belém e toda sua Região Metropolitana. Embora a proposta seja a de estimular ação voluntária, sei que este movimento não tomará força, e até mesmo nem deslanchará, se não tiver forte apoio financeiro dos comitês centrais do Tapajós e do Carajás. O artigo em que abordei o assunto é encontrado em: http://imbiriba.blogspot.com/2011/07/crie-seu-cit-comite-independente.html.
    Estou temeroso de que não esteja havendo suficiente esforço para atingir nosso alvo de pelo menos setecentos mil votos SIM na Região Metropolitana. Por outro lado, estou convicto de que apenas a campanha na TV que se avizinha, por melhor que seja, não será suficiente para alavancar a opinião pública e produzir os votos necessários à vitória. Para isto, são necessários agitação política e movimento de massa, ou pelo menos uma simulação convincente de que a sociedade civil está envolvida e participando.
    Tenho notícias de carreata do NÃO e NÃO em Belém, mas não ouço falar de carreata do SIM. E mais, fico a imaginar o fiasco e as possíveis agressões que esta provocaria, sem que antes se criem as condições psicológicas necessárias.
    Também não percebo qualquer ação junto às classes mais desfavorecidas e aos municípios pobres do Pará Remanescente no sentido de ressaltar a mesquinhez das classe dominantes e exploradoras do Grão Pará e a perspectiva de melhores dias que resultarão da vitória do SIM. Este é campo fértil para um corpo de Agit-Prop bem estruturado pela contratação de profissionais dos antigos partidos de ultraesquerda, algo como um MR8 ou um PCB, cujos membros sintam nostalgia dos velhos tempos e queiram ganhar alguns trocados.
    O fato é que tudo me parece concentrado no Tapajós e no Carajás, onde a campanha já está ganha e basta manter o caldo em banho-maria, e nada se faz onde realmente importa, no campo do inimigo, onde este tem a maioria do eleitorado e onde a luta terá de ser finalmente decidida.
    A direção conjunta do Tapajós e do Carajás parece estar indecisa, titubeante, empolgada em obter o aplauso dos que sempre estiveram a favor, mas esquecendo do objetivo real que é obter setecentos mil votos SIM no Grão Pará. Talvez estejam trabalhando, com certa mineirice, em silêncio, preparando alguma surpresa bombástica surgida da inventiva cabeça de Duda Mendonça.

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  • 5 de outubro de 2011 em 16:18
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    O anseio à separação é democrático. O que percebedo é que a grita está nos políticos que prometem e não cumprem. Então pra quê dividir se os políticos, os mesmos, no caso, é que vão continuar esse estado de calamidade social ? O que falta é moralidade, retidão. Vejo nessa escalada por divisão, uma alineação sem propósito. A divisão é política, por que acreditar em falsas promessas de gente que conhece só o lado econômico de nossa região? Não poderei entregar nas mãos de irresponsáveis, o destino do Pará. Como ilustra uma opinião acima. Então é melhor apanhar do marido que do amante. À uma resposta coletiva separatista que diz que vai mehorar pra todo mundo. Interpreto como o que sobrar tá de bom tamanho. O povo, essa parcela sem opinião própria, só resta seguir sua ignorância. E que vença a verdade.

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  • 13 de setembro de 2011 em 11:18
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    O ESTADO DO TAPAJÓS JÁ EXISTE , EMANCIPAÇÃO JÁ.

    A falta de respeito é tão grande que somos tratados como uma esposa cansada de apanhar e que pede separação:
    O governo vem aqui com “flores e presentes” fingindo nos valorizar para nos fazer voltar atrás em nossa decisão de emancipar o Estado do Tapajós.
    Não é um ato de generosidade que faz de um avaro um generoso.
    O estado do Pará teve centenas de anos para nos valorizar.
    Nós nos valorizamos e somos mais do que “interior”.
    Já somos Tapajonenses em nossos corações.
    O Estado do Tapajós já existe.
    Só precisamos que isso seja oficialmente reconhecido.
    Queremos o direito de nos desenvolvermos, de caminharmos com nossas próprias pernas.
    E sinceramente, se a emancipação fosse para benefício de nossa elite, o que não é, prefiro a elite daqui do que a de Belém.
    Pelo menos a daqui eu vou poder fiscalizar e cobrar.
    Aquela que fica a mais de 800 km é mais difícil.
    A assembléia legislativa do Pará tem poucos representantes do oeste do Pará.
    Com a emancipação teremos 100% de representantes da região:
    Garantia de legislação voltada exclusivamente aos nossos interesses.
    E ainda, duvido que tenhamos tanta gente assim em nossa elite que dê conta de todos os cargos públicos, quem vai governar este estado serão representantes do povo, com certeza.
    Quem defende esse pensamento de interesses elitizados por trás da emancipação, não sabe do que está falando.
    Seu discurso é medíocre e não deve ser levado em conta.
    A emancipação será a solução para nossos problemas com certeza.
    Não a curto prazo, mas será.
    Talvez, solução até para o Pará.
    Quem sabe seremos uma opção de crescimento para os belenensens cansados da violência e desemprego da capital.

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  • 13 de setembro de 2011 em 11:17
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    O Estado do Tapajós, uma luta de mais de 150 anos.

    Os antecedentes do movimento de emancipação de Tapajós são antigos, a ideia da criação desta nova Unidade Federativa partiu do governo central há mais de 150 anos, datam do início do século XIX, aproximadamente 1923.
    No Oeste o desejo emancipacionista tem raízes históricas que vêm desde a metade do século XIX, quando Dom Pedro II assinou, em 1850, o decreto de criação da Província do Rio Negro, mais tarde Província e estado do Amazonas, depois que as elites daquela unidade intentaram, sem êxito, a separação por conta própria, em 1832.
    Após a perda territorial de sua imensa banda oeste, as elites paraenses permaneceram inconformadas, e os atritos foram frequentes entre as duas unidades. Surgiu, então, a ideia de se criar uma terceira província, que viria, naquele momento, arrefecer os ânimos das elites locais. Em 1869, foram intensos os debates no Parlamento Imperial sobre a necessidade de transformar o Baixo Amazonas paraense (hoje chamado de Oeste do Pará) em uma província autônoma. Em 1832, o Grão-Pará tinha três comarcas: Belém, Santarém e Manaus. Santarém adquiria, assim, status jurídico e administrativo semelhante ao das outras duas cidades, alimentando o sonho da autonomia que jamais veio a se realizar. A redivisão territorial voltou a ser discutida novamente, para resolver as diferenças de limites entre as duas províncias, nos anos de 1869 e 1877.
    Após a instalação da República, foram feitas várias propostas de reordenamento territorial do Brasil e todas, sempre evidenciado a Amazônia e citando o Tapajós, seja como província ou como um futuro estado.
    Entre os anos de 1933 e 1980, foi proposta a redivisão territorial da Amazônia, incluindo o estado do Pará, apontada como alternativa de desenvolvimento social a criação do estado do Tapajós. Nomes como os de Segadas Viana, Juarez Távora e Ronan Liberal (Prefeito de Santarém), propuseram a criação do estado.
    Em 1984, ocorreu uma importante reunião no antigo Hotel Tropical, em Santarém que consolidou um novo momento de luta pelo plebiscito do estado do Tapajós. Por pouco não criou-se o Estado do Tapajós, na Assembleia Constituinte de 1988. Embora não tenham consolidado a criação do Estado, fundou-se a Frente Popular pelo estado do Tapajós, tendo coletado mais de 17 mil assinaturas, em pouco mais de 15 dias úteis, tendo dado entrada no Congresso Revisor, de uma emenda popular, protocolada sob o número 12.977-7, que hoje, junto com o relatório 01/90, respaldam o projeto do Senador Mozarildo Cavalcanti, de 1993.
    Em 1995 um relatório da Comissão de Estudos Territoriais da Assembleia Legislativa do estado do Pará, deu viabilidade à criação do estado do Tapajós, então uma ação político-popular , entrou no Senado Federal com o Projeto de Decreto Legislativo de Consulta Plebiscitária sobre a criação do estado do Tapajós, em 1999.
    Em 2011, a luta pela emancipação e o desenvolvimento.

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