Prefeito de Parintins é denunciado por formação de quadrilha

Prefeito de Parintins

O prefeito do município de Parintins – localizado a 325 quilômetros de Manaus -, Frank Bi Garcia (PSDB), juntamente com outras quatro pessoas – das quais três integram o seu secretariado -, deverão ser denunciados pelo Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (CaoCrimo), do Ministério Público do Estado (MPE/AM), ao procurador-geral de Justiça do Amazonas, Francisco Cruz, pelos crimes de peculato, formação de quadrilha, dispensa de licitação e prevaricação.

 

A informação foi repassada na manhã desta segunda-feira (7), pelo coordenador do CaoCrimo, o promotor de Justiça Fábio Monteiro, que apresentou o resultado das investigações realizadas no último mês de outubro em Parintins, a respeito do desvio de recursos do convênio nº 010/2011, no valor de R$ 2 milhões, firmado entre a prefeitura daquele município e a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinf), referente à recuperação de vias.

As investigações do CaoCrimo dão conta de que além do prefeito Bi Garcia estão envolvidos no esquema o secretário municipal de Planejamento, Administração e Finanças, Francisco Valtélito Pinto (o Telo Pinto); o assessor jurídico da prefeitura de Parintins, Fábio Gadelha Cardoso; o secretário municipal de Obras, Luís Geraldo Freitas Dias; e o proprietário da Tercom (empresa responsável pela execução das obras) Flávio Souza.

“Não há dúvidas que se trata de uma formação de quadrilha”, salienta Monteiro.

Além do pedido de indiciamento do prefeito de Parintins, o coordenador do CaoCrimo também deverá pedir o afastamento do prefeito Bi Garcia, da prefeitura de Parintins, com o argumento de evitar outros delitos  contra os cofres públicos.   

Obras
O convênio previa os trabalhos de recapeamento e pavimentação de 34 ruas de Parintins, mas segundo o promotor Fábio Monteiro, durante as investigações do caso em Parintins, o perito designado pelo MPE/AM para atuar no caso, constatou que apenas 20% dos trabalhos foram realizados.

“No projeto original, a quantia de R$ 800 mil seria destinado às obras de drenagem superior da rua (meio fio e sarjeta), entretanto, este recurso desapareceu, informa o promotor de Justiça, que constatou tal irregularidade, após realizar uma audiência entre o Luís Geraldo Dias e o proprietário da Tercom.

Por: KLEITON RENZO E SÍNTIA MACIEL

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