Motoqueiros interrompem celebração e quase atropelam católicos na passarela do Mapiri

Procissão teve que ser interrompida, pois motoqueiros ameaçavam vidas dos fiéis
Procissão teve que ser interrompida, pois motoqueiros ameaçavam vidas dos fiéis

Os abusos cometidos por motoqueiros na passarela que interliga o bairro do Mapiri com a grande área do Maracanã, no final da Avenida Borges Leal, em Santarém, viraram motivo de preocupação de moradores das duas áreas. Na manhã de domingo, 29, enquanto fiéis católicos realizavam uma celebração, alusiva às comemorações de Santa Clara, um grupo de motoqueiros passou pela passarela quase atropelando dezenas de pessoas.

Famílias que participaram da celebração afirmaram que ficaram com medo quando as motocicletas avançaram em direção a multidão, que estava na passarela, provocando sério risco de atropelamento. No local, houve pânico e muita correria. Até o padre que participou da procissão correu risco de ser ferido.

O fato levou a comunidade do Mapiri a pedir providências por parte dos órgãos competentes. Os comunitários pedem fiscalização no local por parte da Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT), no sentido de coibir o tráfego de motocicletas na passarela, que passa sobre o Lago do Mapiri.

RISCOS DE ACIDENTE: Apesar da ponte que interliga os bairros Mapiri e Maracanã, ter sido construída para facilitar o acesso de ciclistas e pedestres, o espaço vem sendo utilizado por muitos motociclistas. Quem precisa passar pelo local reclama dos riscos de acidentes.

“A gente corre muitos riscos aqui. Já aconteceram vários acidentes aqui, de moto passar em alta velocidade e se encontrar com bicicletas e já até bateu pessoas. Todo mundo reclama, mas continua a mesma coisa. Todo dia é isso. Passa em média umas 30 a 40 motos só pela manhã  aqui”, afirma o carregador Cleber Pereira.

De acordo com a moradora, Maria do Carmo, blocos de concreto foram colocados no início da ponte para evitar a passagem dos motoqueiros, mas ela afirma que a alternativa dos órgãos de transporte e trânsito, não deu certo. “Colocaram, mas não adianta porque eles derrubam e às vezes até brigam com a gente”, conta.

A moradora explica que a Polícia Militar faz fiscalizações com rotina na área, o que resolve provisoriamente o problema, mas quando a PM deixa o local os motoqueiros voltam. “Eles não respeitam ninguém. Isso é 24 horas por dia”, conclui Maria do Carmo.

Depois do início da obra no ano de 2008, na gestão da ex-prefeita Maria do Carmo Martins Lima (PT), através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a passarela de acesso aos moradores entre os bairros do Mapiri e Maracanã, foi entregue à população em janeiro de 2013. Construída com madeira de lei sobre a estrutura de concreto armado, ela mede 520 metros. Após a implantação do projeto, a passarela teve como objetivo possibilitar ainda a contemplação da paisagem natural sustentada pela mata e pelas águas dos lagos do Papucú e Mapiri. Porém, nos últimos anos, virou local de passagem irregular de motociclistas.

Fonte: RG 15/O Impacto

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