Universidade Federal do Rio Grande do Sul realiza capacitação em gestão de risco em Santarém

Instrutores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e sargento Riler da 4ª REDEC na Serra da Matinha
Instrutores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e sargento Riler da 4ª REDEC na Serra da Matinha

Um grupo de professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em conjunto com homens da 4ª Regional de Defesa Civil (REDEC), do 4º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM), esteve visitando na manhã desta segunda-feira, 26, a Serra da Matinha, onde vai acontecer parte das aulas práticas de uma das 7 oficinas presenciais do curso EaD para capacitação em gestão de risco, que está sendo realizada em várias cidades do Brasil, no segundo semestre deste ano.
A oficina acontece de 27 a 30 de outubro, em Santarém, oeste do Pará. A oficina tem como objetivo aprofundar a reflexão sobre algumas questões e proporcionar o compartilhamento de experiências entre os participantes.
A oficina presencial faz parte de um projeto de capacitação promovido pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) e realizado pelo Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED/RS) da UFRGS. O projeto, que tem a coordenação do diretor do CEPED/RS-UFRGS, professor Luiz Carlos Pinto da Silva Filho e gestão da pesquisadora do CEPED/RS-UFRGS, professora Cristiane Pauletti, conta com o envolvimento de pesquisadores de diversas área de conhecimento, que atuaram desde o desenvolvimento do material didático do curso EaD, até o planejamento e realização das oficinas presenciais.
A professora, doutora e engenheira civil, Alexandra Passuello e a arquiteta, urbanista e professora Eloisa Giazzon compõem a equipe de instrutores da oficina de Santarém. “Os alunos são da região e, são coordenadores municipais de Defesa Civil, gestores públicos, técnicos municipais e outros interessados na área de gestão de risco”, explica a professora Alexandra Passuello.
Ela reforça que os instrutores e professores são da Universidade do Rio Grande do Sul e, que fazem parte de uma parceria em nível nacional, através da SEDEC, para a realização do curso em formato EaD. “Capacitamos 1,5 mil pessoas ao longo desse ano. Estamos fazendo 7 oficinas presenciais agora no segundo semestre. Há duas semanas estávamos no Rio de Janeiro. O curso em Santarém começa na terça-feira de tarde e termina sexta-feira de manhã. Vão participar 28 pessoas inscritas, mas temos alguns convidados, o que será em torno de 30 participantes”, destaca a professora Passuello.
De acordo com o sargento BM, Riler, representante da 4ª REDEC, existe uma programação que já veio preestabelecida pelos coordenadores da Universidade do Rio Grande do Sul sobre como vão acontecer os trabalhos. “Visitamos a Serra da Matinha, fazendo a visualização preventiva e inicial de como será as aulas práticas com os alunos que serão tanto daqui da região quanto de outros estados. O curso não é desenvolvido pela REDEC, mas pela Universidade do Rio Grande do Sul, em parceria com a Secretaria Nacional de Defesa Civil. Os nossos colaboradores estão aqui e vão coordenar os trabalhos durante a oficina”, enfatiza o sargento Riler.
CAPACITAÇÃO – Segundo a professora Alexandra Passuello, a capacitação envolveu uma etapa de ensino a distância (EaD) que foi desenvolvida em 5 semanas, com carga horária total de 40 horas. A 1ª edição do curso EaD foi realizada entre outubro e dezembro de 2014, sendo a segunda edição realizada durante o ano de 2015. Cada edição desta etapa do curso contemplou 1.500 pessoas e, parte dos que concluíram com êxito esta primeira etapa, foram escolhidos para participarem das oficinas presenciais. A capacitação foi financiada pela SEDEC e por este motivo é totalmente gratuita, entretanto as despesas de deslocamento, alimentação e hospedagem para a etapa presencial ficaram por conta de cada participante.
A professora Passuello acrescenta que o encontro presencial desta semana abordará alguns tópicos trabalhados na etapa EaD, tais como: gestão de risco de desastres; riscos e seus componentes; a cidade no contexto dos desastres; mapeamento; percepção de risco; integração e participação, entre outros.
A primeira edição das oficinas presenciais foi realizada nas cidades de Porto Alegre/RS, Brasília/DF, São Paulo/SP, Recife/PE, Itajaí/SC, Belo Horizonte/MG e Natal/RN. Já a segunda edição iniciou por Campo Grande/MS, seguida pelo Rio de Janeiro/RJ e Vitória/ES. Além de Santarém/PA, Curitiba/PR, Salvador/BA e Fortaleza/CE também sediarão as oficinas.
Fonte: RG 15/O Impacto

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