Monitoramento via satélite cobrirá 92% das terras indígenas do Brasil

Satélite vai monitorar terras indígenas
Satélite vai monitorar terras indígenas

As terras indígenas brasileiras terão uma inédita e eficaz ferramenta para monitorar o uso do solo e flagrar possíveis crimes ambientais. O sistema começa a funcionar já no ano que vem e possibilita acompanhar a movimentação na Amazônia Legal, onde estão concentradas mais de 98% das áreas indígenas do Brasil.
O investimento de R$ 27 milhões é da Norte Energia, responsável pela Usina Hidrelétrica Belo Monte, e faz parte do Plano de Proteção Territorial Indígena para a região do empreendimento. O Plano foi pactuado entre a empresa e a Fundação em um termo de cooperação vinculado à Licença de Operação concedida ao empreendimento pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama).
O Sistema contará com imagens de 40, 30, 15, 10 e 5 metros de resolução a partir do solo, uma vez que serão utilizados quatro satélites no projeto. A vantagem está na capacidade de monitoramento de uma área de aproximadamente 5,5 milhões de km², com revisitas de 16 dia, em média. Esse tipo de acompanhamento seria impossível de ser realizado in loco.
O monitoramento funcionará com base em Sistemas de Informações Geográficas (SIG), que utilizam o Sensoriamento Remoto com imagens orbitais para a detecção de alvos, basicamente, em relação às alterações da cobertura e uso do solo. O Sistema conta com profissionais especializados em Geoprocessamento, Sensoriamento Remoto e Análise Ambiental, além de hardwares de alta capacidade de processamento e armazenamento, imagens de satélite e softwares desenvolvidos pela empresa contratada para execução dos serviços. A tecnologia usada inclui o monitoramento com radar, cujas imagens são enviadas à central mesmo se as áreas estiverem encobertas por nuvens.
O sensoriamento remoto orbital não é inédito. Entretanto, a metodologia estabelecida é inovadora, já que serão utilizadas três fontes distintas de imagens (quatro satélites, sendo dois deles idênticos). Os métodos e algoritmos desenvolvidos e estabelecidos também são inéditos e inovadores, tendo em vista que foram pensados exclusivamente para este projeto.
O acordo entre Norte Energia e Funai inclui ainda a construção de mais uma base e dois postos de vigilância, totalizando 11 Unidades de Proteção Territorial, somando-se às oito que já estão construídas e sendo equipadas pela empresa. O Plano também prevê a contratação de 72 profissionais que farão o monitoramento e a vigilância nesses prédios sob supervisão do órgão indigenista. Os agentes serão treinados pela Fundação. Todas as frentes do plano serão postas em prática no início de 2016.
Fonte: RG 15/O Impacto e Adilson Ferreira

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