Câmara de Belém deverá investigar obra da BRT

Pedido para abertura de CPI foi protocolado nesta segunda-feira (26), na Câmara

As graves denúncias feitas pelo Ministério Público Federal (MPF) e da Controladoria Geral da União (CGU) sobre desvios de recursos nas obras do BRT, em Belém, deverão ser investigadas pela Câmara Municipal de Belém. O pedido para abertura da CPI foi protocolado nesta segunda-feira (26), pelo vereador do PSol, Fernando Carneiro, que conseguiu 9 assinaturas, sendo que para aeram necessárias, no mínimo, 7 assinaturas. Seguindo o Regimento Interno, a Câmara Municipal tem 10 dias para instalar a CPI para investigar as denúncias de irregularidades

O senador Jader Barbalho, em fevereiro deste ano, cobrou informações sobre a execução financeira do projeto junto ao Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU). Ele encaminhou ofício solicitando informações junto à CGU sobre possíveis auditagens feitas pelo órgão junto à Prefeitura de Belém referentes ao BRT.

Quem olha as obras dos projetos do Bus Rapid Transit (BRT) de Belém não imagina que já foram investidos muitos milhões repassados pelo Governo Federal. São seis anos de transtornos, intervenções, congestionamentos e, principalmente, atrasos nas obras iniciadas em 2012. Foram tantas datas firmadas para o término de todo o projeto que a população – a mais prejudicada com os transtornos – já nem acredita em sua finalização.
Segundo informações, colhidas pela reportagem, o prefeito Zenaldo Coutinho coloca a crise econômica como a principal responsável pelos atrasos e diz que não vai conseguir entregar todo o projeto concluído até 2021, quando termina seu mandato. Jader Barbalho disse que o projeto BRT de Belém é uma enorme caixa-preta.
OBRA DO BRT: A obra do BRT, implantado na avenida Augusto Montenegro, foi dividida em três etapas, sendo que apenas a primeira, com 4 km, do Entroncamento até o Terminal do Mangueirão, já foi “inaugurada” (julho de 2016). O BRT começou a ser construído em 2012, último ano da gestão do antigo prefeito, Duciomar Costa. As obras chegaram a ser paralisadas depois que o Ministério Público Federal questionou irregularidades na construção, sendo retomadas em 2013, já na gestão do atual prefeito, Zenaldo Coutinho.
Fonte: RG 15/O Impacto

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