“A moral deles e a nossa”

Artigo do empresário Fábio Maia

Nesses 15 anos em que a Cargill atua em Santarém, acho que não houve nenhum ano em que a “turma da clorofila” deixasse de pedir a retirada da empresa da frente da cidade, e o fim de suas atividades, pois, segundo esses “gênios” da economia, ela até hoje não trouxe benefícios para a região!! Será?

Os “ilustres” pseudoambientalistas que compartilham deste mesmo pensamento “irracional”, devem seguir a lógica de um de seus “pensadores” marxistas, o Trotsky, em sua obra “A moral deles e a nossa” a indagar ainda que de modo oblíquo, se a luta contra o fascismo na Guerra Civil Espanhola poderia poupar mulheres, velhos e crianças. Da mesma forma, a indagação deveria servir de reflexão para essa turma, no sentido de que, se a luta “insana” dos pseudoambientalistas contra os “capitalistas exploradores”, também poderia “poupar” os trabalhadores!

A analogia à racionalidade moral do poeta francês, retrata muito bem o raciocínio “lógico” que essa turma pratica, e que não exitam em usar como desculpa “moral” na pretensa “defesa” de “suas” minorias.

Esses monopolistas da “boa vontade”, além de propagar a idéia de que a empresa deveria sair da frente da cidade, fazem pior! Dizem que a empresa não soma em nada com a cidade. Será?

Começo por onde?

Todos hão de convir comigo que antes da Cargill em Santarém, a agricultura de grãos praticamente inexistia, e o que tinha, era feita de forma familiar, pois não havia um comprador que garantisse o escoamento da produção.

A entrada da empresa na região, não só lhes deu essa garantia, como fomentou o setor, de tal forma (e sem desmatar novas áreas), que movimenta em nossa região uma média de 50 milhões de dólares/ano. Mais do que qualquer outro setor econômico em nossa região, e que, sem sombra de dúvidas, ajudou e muito na estabilidade econômica do município, e na garantia de postos de trabalho, aliviando bastante o reflexo da crise econômica em nossa cidade.

De lá para cá, os grãos são embarcados em navios que vão para diversos destinos no mundo.

Essa estrutura dá a Cargill a capacidade de exportar 5 milhões de toneladas de grãos/ano. Por enquanto, em 2017 foram embarcados somente 4 milhões (2 de milho e 2 de soja).

Os produtores locais de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos, contribuíram com aproximadamente 230 mil toneladas produzidas em 62 mil hectares e por 221 produtores aptos através do Programa Soja Mais Sustentável, que é um compromisso que a Cargill assumiu de não comprar grãos produzidos em áreas desmatadas a partir de 2008.

A empresa emprega 400 funcionários diretos, abrangendo 600 dependentes, além de manter 95% da mão de obra local, e disponibiliza para seus colaboradores os seguintes benefícios:

PPR – Programa de Participação nos Resultados

Plano médico e odontológico nacional

Seguro de vida – em grupo

Previdência privada

Cooperativa de crédito

Transporte

Refeição e Ticket Alimentação

Cartões final de ano

Incentivo a educação e idiomas

Programa de Reconhecimento

Grêmio Recreativo

A empresa mantém fornecedores internos, atuando dentro do terminal diariamente, totalizando 33 empresas que empregam 270 funcionários. Além de fornecedores externos, para aquisição de materiais e serviços, totalizando 420 empresas.

Como se vê, o impacto social e econômico da Cargill em nossa região não é algo assim tão sem relevância como dizem a “turma da ecologia”, e nem é algo comum de se ver entre as milhares de “Ongs caridosas” que pedem sua saída.

Aliás, falando em compromisso com a comunidade, a Cargill apóia mais projetos e ações sociais do que muitas Ongs e seus “justiceiros sociais” juntos, inclusive, beneficiando até entidades que levantam a bandeira da sua retirada;

Construção de Biblioteca Pública Paulo Rodrigues dos Santos

Consultório Odontológico da Z20

Quadra da Vera Paz

Academia da Vera Paz

Limpeza anual da Vera Paz

Campanha Natal Sem Fome da Pastoral do Menor

Reforma e aparelhamento do CIAM – Centro de Informação e Educação Ambiental

Instalação de Viveiro de mudas de plantas ornamentais, frutíferas e medicinais

Creche Seara

Operação Sorriso

Associação dos Produtores Rurais de Santarém

Programa Na mão certa

Programa de Assistência Técnica Tabocal e Área Verde

Programa de Assistência no Alto Arapiuns

Cadeia Produtiva da Mandioca/macaxeira – Ufopa

Programa de Voluntariado Interno

Programa O Terminal de Portas Abertas para a Comunidade (receberam mais de 16 mil pessoas em visitas todas as terças e quintas).

Não! Não estou censurando a preocupação com o meio ambiente. A minha crítica aqui é dirigida à falta de preocupação com todas essas pessoas que direta e indiretamente dependem economicamente do pleno funcionamento de todo esse setor para se manterem. Ademais, é fácil pedir o fim de uma empresa – e com ela todo um setor econômico – quando se tem o seu “real” garantido todo fim de mês!

Essa turma deveria fazer um mea-culpa, tipo:

“Andei falando besteiras até aqui, confundi minhas ideologias utópicas com a vida real, onde as pessoas vivem do seu trabalho, e não de “boa vontade”.

Aliás, de almas “caridosas” e “preocupadas” com a população e o meio ambiente, o inferno está cheio!!

Fonte: RG 15/O Impacto

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