Milton Corrêa Ed. 1263

Empresas terão um ano para se adaptarem às novas regras do Marco Regulatório do Agrotóxico

Segundo a Anvisa, as novas regras vão trazer mais segurança para o mercado consumidor porque facilitam a identificação do perigo de uso. Publicado no Diário Oficial da União, o Marco Regulatório para Agrotóxicos estabelece que as empresas vão ter um ano para se adaptar às normas A mudança na lei prevê alterações nos rótulos e nas bulas dos agrotóxicos, definindo regras para a disposição de informações, palavras e imagens de alerta. O objetivo é facilitar a identificação de riscos para a saúde humana. As mudanças foram propostas com base nos padrões do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos. Na prática, a medida obriga o Brasil a adotar regras harmonizadas com as de países da União Europeia e da Ásia, por exemplo, fortalecendo a comercialização de produtos nacionais no exterior. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, as novas regras vão trazer mais segurança para o mercado consumidor porque facilitam a identificação do perigo de uso. Para isso, foram ampliadas de quatro para cinco as categorias da classificação toxicológica, além da inclusão do item “não classificado”, válido para produtos de baixíssimo potencial de dano, como produtos de origem biológica. Além disso, uma cartela de cores vai ajudar ainda mais na identificação dos riscos. A classificação toxicológica de um produto poderá ser determinada com base nos seus componentes, nas suas impurezas ou em outros produtos similares. Para cada categoria, haverá a indicação de danos em caso de contato com a boca (oral), pele (dérmico) e nariz (inalatória). As regras já estão valendo, mas as empresas vão ter um ano para se adaptar às normas. Já para os produtos em circulação, a reclassificação será feita pela Anvisa, que publicou edital requerendo informações sobre os agrotóxicos.

IBGE: Desemprego recua 0,7 ponto percentual no segundo trimestre de 2019

Especialista ressalta que, apesar do aumento de vagas formais, população sem carteira ainda representa uma fatia importante do mercado de trabalho

A taxa de desocupação no país caiu de 12,7%, no primeiro trimestre deste ano, para 12%, no trimestre de abril a junho. Isso significa que o desemprego no país apresentou uma redução de 0,7 ponto percentual, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisadora do IBGE, Adriana Beringuy, ressalta que no segundo trimestre do ano, foram preenchidas mais 294 mil vagas com carteira assinada. Segundo ela, o que representa um aumento de 0,9% em comparação com o trimestre anterior. “Foi observado um aumento na população ocupada, no emprego. Esse movimento, de certa forma, é um movimento esperado, porque nos primeiros meses do ano podem ocorrer processos de dispensas de trabalhadores temporários, que foram contratados lá no fim de 2018. Chega agora o segundo trimestre, volta-se a observar processos de contratação, de mais pessoas buscando e encontrando trabalho”, conta. Adriana Beringuy ressalta, no entanto, que a população sem carteira ainda representa uma fatia importante do mercado de trabalho. “De fato, nós temos uma melhora de número de pessoas ocupadas, mas a forma de inserção dessa população ocupada é ainda muito pautada nos vínculos que tem uma perspectiva mais fragilizada, como é o emprego sem a carteira assinada, com 11,5 milhões de pessoas, que foi o recorde da nossa série. E, para além desses, nós também tivemos o recorde dos chamados trabalhadores por conta própria (autônomos)”, disse. Esse número de brasileiros que trabalham por conta própria aumentou 1,6% no segundo trimestre do ano e chegou a 24,1 milhões. Uma dessas pessoas que trabalhava por conta própria e conseguiu um trabalho com carteira assinada é Wady Issa Fernandes, de 34 anos, morador de São Paulo. Contratado como Assistente de Marketing Digital, ele já tem planos para o futuro. “Até o início do ano, eu estava trabalhando por conta própria, fazendo freelancers e buscando emprego. Eu fui chamado para algumas entrevistas, dentre elas na empresa onde eu estou, e fui contratado com carteira assinada. Primeiro passei por uma experiência de 90 dias, isso foi dia 9 de abril e, agora, fui efetivado. E a perspectiva que eu tenho é de consolidar aqui a minha posição, conseguir uma promoção aqui dentro, crescer dentro da empresa mesmo”, idealiza. O número de desalentados, que são as pessoas que desistiram de procurar trabalho, se manteve recorde no percentual da força de trabalho, com 4,4%, o que chega a quase 5 milhões de pessoas.

Sete em cada dez brasileiros tiveram de fazer cortes no orçamento no primeiro semestre

Para metade dos entrevistados, desempenho da economia no período foi pior do que o esperado. Ainda assim, 60% conseguiram manter pagamento das contas em dia. Maioria acha que terá dificuldades de realizar algum projeto planejado para 2019. Embora quase metade dos brasileiros (44%) tenha começado o ano de 2019 com expectativas positivas em relação à economia do país para o primeiro semestre, o desenrolar dos fatos só manteve o otimismo de 13%, que avaliaram o período como acima do esperado. Enquanto isso, 49% consideraram o desempenho pior quanto à perspectiva inicial. A sensação de decepção pode ter origem no impacto gerado pela situação macroeconômica do país nas finanças pessoais do brasileiro. Segundo levantamento realizado nas 27 capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), três em cada dez consumidores (30%) sentiram uma piora em sua situação financeira no primeiro semestre do ano – em grande parte motivados pela alta dos preços (54%) e pela diminuição da renda familiar (38%). Isso explica por que sete em cada dez consumidores (69%) tiveram de realizar cortes no orçamento no primeiro semestre de 2019, enquanto 53% acabaram recorrendo a bicos e trabalhos adicionais para complementar a renda. Outras situações comuns vivenciadas foram o desemprego (do próprio ou de alguém da família), com 46% de citações, passar vários meses no vermelho (45%) e ter o CPF negativado por não pagar alguma conta (34%). Há ainda 33% que recorreram a um empréstimo para organizar o orçamento e 27% que chegaram ao ponto de ter que vender bens para conseguir dinheiro.

Aperto no orçamento obrigou brasileiros a diminuir, programas caseiros

A redução nas despesas teve impacto direto no lazer do brasileiro: seis em cada dez (56%) dos entrevistados que tiveram que frear o consumo no primeiro semestre afirmaram ter cortado as refeições fora de casa, enquanto 54% diminuíram as idas a bares e casas noturnas, 51% deixaram de comprar roupas, calçados e acessórios, 50% restringiram as viagens e 50% reduziram as idas ao cinema e ao teatro.

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