Polícia Civil do Amapá informa conclusão de perícias no Navio Anna Karoline III

Após ser reflutuada e ter concluída a perícia, a embarcação Anna Karoline III está sendo rebocada ao município de Santarém. De acordo com o delegado Victor Crispim, titular da 1ª Delegacia de Polícia do município de Santana (AP), o laudo com a perícia técnica realizada no navio deve ficar pronto em 60 dias.

A autoridade policial que preside o inquérito, já ouviu dezenas de depoimentos que apontam que a embarcação estava com mercadorias acima de sua capacidade de carga. Além do comandante da embarcação, Paulo Márcio Simões, que chegou a ser preso temporariamente porque estaria prejudicando as investigações (com tentativas de influenciar testemunhas sobre declarações a serem prestadas), estão sendo investigadas as condutas de oficiais da Marinha do Brasil, que teriam liberado a saída da embarcação do porto de Santana, mesmo com excesso de peso.

Conforme o delegado Crispim, no caso dos militares da Marinha, após concluído o inquérito policial, uma cópia será encaminhada à Polícia Federal, para providências cabíveis.

OPERAÇÃO DE REFLUTUAÇÃO E MAIS 5 CORPOS ENCONTRADOS

Chegou ao fim nesta semana, a operação de resgate no navio Anna Karoline III. A empresa contratada pelo Governo do Estado do Amapá finalizou a reflutuação da embarcação, onde foram encontrados mais cinco corpos, totalizando 39 vítimas fatais e 51 sobreviventes. Durante todo o período de buscas o Estado esteve presente no local do acidente atuando no resgate de vítimas e prestando assistência aos familiares e sobreviventes.

Os corpos encontrados na etapa final das buscas são de dois homens, duas mulheres e uma criança, que estão na Polícia Técnico-Científica, em Macapá, para reconhecimento. Também foram retirados restos mortais que serão examinados para identificação. A origem das vítimas é Pará (17), Amapá (15), Santa Catarina (01) e França (01).

“Com isso, finalizamos a operação no Anna Karoline III. Vistoriamos todo o navio e iniciamos o plano de reboque para levá-lo para Santarém-PA”, explicou o Coronel Carlos Souza, porta-voz do Comitê de Gerenciamento de Crise do Estado.

O navio naufragou no dia 29 de fevereiro, na região sul do Amapá. Desde então, o Governo do Amapá atua no resgate das vítimas e retirada da embarcação – foram R$ 2,4 milhões para contratação da empresa – em virtude da omissão dos proprietários. Para reforçar e agilizar o atendimento às vítimas e familiares, o governador Waldez Góes decretou situação de emergência na área afetada pelo naufrágio

O Governo mobilizou vários órgãos para atuar imediatamente na operação que contou com mais de 60 militares, entre policiais militares do Amapá e Pará, Marinha e Corpo de Bombeiros dos dois estados. Desses, 27 mergulhadores, sendo 9 do Corpo de Bombeiros do Amapá, 9 do estado do Pará e 9 do Amazonas. Cinco aeronaves: 2 do Grupo Tático Aerotransportado (GTA) do Estado do Amapá, 2 cedidas pelo Executivo paraense; e um helicóptero de grande porte da Marinha do Brasil.

Todo o transporte das vítimas do local do sinistro para Macapá foi feito pelo Governo do Estado do Amapá, que também prestou assistência às famílias da vítima. Para isso, foram montadas duas centrais de Acolhimento e Apoio: uma em Santana, no Quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBM); e outra em Macapá, na sede da Politec, ambos com assistentes sociais, psicólogos e enfermeiros.

O Governo do Amapá também adquiriu kits de alimentação, mantimentos, água potável para subsidiar as famílias das vítimas e os profissionais envolvidos nas ações, e combustível para manter a base de apoio instalada no local do naufrágio.  Além disso, foi criada uma lista de transmissão exclusiva para disponibilizar boletins diários com informações oficiais para parentes das vítimas e, também, familiares tiveram as bagagens encontradas no interior do navio restituídas.

RG 15 / O Impacto com informações do Diário do Amapá

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