Artigo – Como um país favorece sua indústria nacional e assim gerando empregos, crescimento econômico e aumento de arrecadação: caso da ZTE na China

Por Oswaldo Bezerra

Os telefones celulares começaram a se popularizar no Brasil no final dos anos 90 e início dos anos 2000. Os celulares da Nokia dominavam o mercado brasileiro. Existiam também os celulares que eram comprados por pessoas de menor poder aquisitivo. Eram aqueles com várias entradas de Chip. Um deles era o da marca chinesa ZTE. Naquela época a China tinha a fama de ter péssima tecnologia.

Com a revolução dos smartphones foram se concretizando novas marcas que acabaram por assumir a liderança do mercado. Hoje no Brasil não vemos mais ninguém usar nem um celular Nokia, muito menos um ZTE. A empresa chinesa sobreviveu as duras penas até 2018 quando quase faliu, mas como uma fênix voltou das cinzas e renasceu.

Sua morte quase foi decretada quando ela foi arrastada para a guerra comercial entre Washington e Pequim. O que mudou tudo isso foram os contratos estatais suculentos que ajudaram a empresa dar a volta por cima.

No ano passado sua a receita saltou 6,1%, para U$$ 12,82 bilhões, em comparação com o mesmo período de 12 meses atrás. O lucro líquido também subiu mais de 173%, para US$ 9,4 bilhões em sua operação de varejo ao consumidor, em vendas de smartphones e na sua divisão de infraestrutura de telecomunicações, além do trabalho na massiva implantação do 5G na China.

Para garantir o futuro, a ZTE contratou 50 mil engenheiros que trabalharão no desenvolvimento do 6G. Para isso, a ZTE Corporation, que é hoje uma importante fornecedora internacional de soluções de telecomunicações, empresas e tecnologia de consumo para Internet móvel, anunciou que junto com a estatal China Unicom assinaram um acordo de cooperação estratégica na consolidação do 6G.

A China é hoje o único país do mundo que domina de fato a tecnologia 5G. E a única que já desenvolve a 6G. A ZTE, em especial que atua hoje em 196 países se tornou um exemplo claro de uma positiva intervenção estatal gera emprego, divisas e arrecadação. Claro, ser soberano e usar a bala na nuca, contra a corrupção, ajuda na boa gestão financeira dos recursos.

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