Uepa dá início à segunda etapa da Pesquisa Epidemiológica no Estado

A Universidade do Estado do Pará (Uepa) começa nesta terça-feira (4) a segunda etapa da pesquisa epidemiológica que irá traçar o perfil de prevalência e infecção do novo coronavírus (SARS-CoV-2), causador da Covid-19, no Estado do Pará. Os alunos sairão às 8h, da Escola de Enfermagem Magalhães Barata (Campus V), em direção a bairros de Belém e Ananindeua, escolhidos por meio dos setores censitários selecionados para a realização da pesquisa.

A pesquisa será feita a partir da atuação de 208 discentes da área da saúde da Instituição, em especial dos do curso de Enfermagem. Eles executarão o processo de coleta de dados no território paraense.

 A realização desta pesquisa epidemiológica é um pedido do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Saúde (Sespa), para identificar a predominância e também a velocidade de proliferação do vírus no Pará. A intenção é realizar, aproximadamente, nove mil testes em cada uma das três etapas da pesquisa epidemiológica, além de aplicar questionários sociais com famílias paraenses da capital e do interior.

RESULTADOS

Na última sexta-feira (31), o governador Helder Barbalho divulgou o resultado da primeira fase da pesquisa. O estudo apontou que, no estado do Pará, um em cada cinco habitantes testaram positivo para a Covid-19. O número equivale a cerca de 1,3 milhão de pessoas que já possuem anticorpos para a doença ocasionada pelo novo coronavírus, o que representa uma positividade global de 21% e garante que grande parcela da população já foi infectada pela doença.

Foram 8.587 pessoas entrevistados em todas as oito regiões em saúde do Estado. Além do questionário, os alunos também realizaram o teste rápido, para a identificação de anticorpos.

A amostragem da pesquisa foi composta por 63,3% de moradores da área urbana e 36,7% da área rural; e 49,2% de homens e 50,2% de mulheres. A faixa etária que registrou maior contato com o vírus foi de 25 a 34 anos, com 23% de positividade, enquanto as pessoas com mais de 60 anos, 10,5%. Outras variáveis como escolaridade, classe econômica, cor/raça também constituíram dados coletados pela pesquisa. As pessoas com ensino fundamental (42,5%), as classes DE (53,8%) e pessoas com a cor parda (68,4%) apresentaram os maiores percentuais de positividade.

RG 15 / O Impacto com informações da Agência Pará

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