Artigo – As guerras chegarão ao fim, se depender de Donald Trump

Por Oswaldo Bezerra

Um amigo se filiou e atua em um novo partido que promete dar liberdade a todas as pessoas para que tenham seus projetos, com o Estado mínimo e se possível inexistente. Nesta crença, os bilionários seriam todos como Tony Stark, o “homem de ferro”, que usaria de sua fortuna para salvar os mais desfavorecidos, os pobres. Esta ideia é tão utópica quanto a outra ideia, onde se crê que poderá ser comum a todas as pessoas os bens da terra, como uma irmandade, o comunismo.

A democracia já nasceu um pouco torta, lá em Atenas. Tudo era decido não só pelos representantes de certas classes do povo, nem todas tinham direito, mas também por um pouco de sorte no jogo das pedras. Comparado ao que chamamos hoje de democracia era muito mais “democrática”. Hoje os políticos não são totalmente representantes do povo, mas do capital que os elegeram. Um governador no Brasil não se elege com custo menor de R$ 2 bilhões, em campanha política. Uma pessoa não ganha indicação para se candidatar a governador sem antes estar alinhado a certos poderes.

No máximo hoje podemos dizer que vivemos uma plutocracia. É o sistema político no qual o poder é exercido pelo grupo mais rico. Nos EUA, Donald Trump é o representante dos grandes empresários e do mercado financeiro. Ser representante de um dos grupos mais ricos do país não quer dizer que não tenha adversários. Existe mais de um grupo poderoso.

Os oponentes ao atual presidente norte-americano, os democratas, estão alinhados aos banqueiros e as indústrias armamentistas. Daí o grande embate entre Trump e o Pentágono.

Altos funcionários do Departamento de Defesa procuram continuar guerreando para deixar seus contratados (indústria armamentista) “felizes”, declarou o presidente dos Estados Unidos, durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

O Departamento de Defesa dos EUA tem um orçamento de quase 700 bilhões de dólares. No ano passado a empresa Navistar fraudou faturas num valor de 1,28 bilhões de dólares. Esse é só um dos exemplos dos contratos bilionários do Departamento de Defesa que desagrada o presidente, pois funcionários deste Departamento necessitam de guerras para fechar negócios.

O político republicano nega ter feito comentários ofensivos sobre os militares norte-americanos, que morreram na Primeira Guerra Mundial. De acordo com uma fonte da revista norte-americana The Atlantic, há dois anos Trump chamou de ” tolos perdedores” aqueles soldados que participaram daquela guerra e que agora estão em um cemitério francês.

Esta história, que foi contada por vários meios de comunicação, causou revolta em Washington. Trump e sua equipe rejeitaram essas acusações com uma veemência raramente vista na Casa Branca.

Em uma entrevista coletiva, no último 7 de setembro, Trump repetiu que a história do The Atlantic era uma “farsa” e que apenas “um animal poderia dizer uma coisa dessas”. O presidente norte-americano ressaltou que poderia não ser bem-visto pelo alto comando militar, mas com certeza seria amado pelos soldados.

Trump ressaltou: “Os altos funcionários do Pentágono provavelmente não, porque são eles que não querem fazer nada, a não ser criar guerras para que todas aquelas empresas maravilhosas que fabricam bombas, e tudo mais, continuem felizes”.

De acordo com a Casa Branca, certos políticos e funcionários do Pentágono não estavam dispostos a ver os Estados Unidos se retirarem das guerras “intermináveis” que travaram no exterior. Trump apoiou os soldados e generais que queriam acabar com os conflitos.

A relação entre Donald Trump e o Departamento de Defesa ficou mais tensa, desde que o presidente dos EUA ameaçou usar a Lei de Insurreição, para usar as tropas e garantir a ordem pública durante os protestos que atingiram os EUA, após a morte de George Floyd.

Em uma cerimônia de formatura na Academia Militar de West Point, em junho passado, o presidente dos Estados Unidos anunciou o fim da era de “guerras sem fim”, destacando que seu país não é “a polícia do mundo”.

RG 15 / O Impacto

2 comentários em “Artigo – As guerras chegarão ao fim, se depender de Donald Trump

  • 10 de setembro de 2020 em 07:12
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    Se as Forças Armadas dos EUA não são a polícia do mundo, então que cada país cuide de seu território e das ameaças à sua democracia. Abra os olhos Bolsonaro, que por aqui existe a corja vermelha ávida por tomar o poder e venezuelar o Brasil !

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    • 12 de setembro de 2020 em 07:38
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      O Bozo vai lá se preocupar com soberania . Ele quer saber é de salvar o rabo do esquema de rachadinha dele e dos filhos dele e do Queiroz!!

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