Artigo – Continuamos a evoluir: o número de humanos com uma artéria adicional aumenta

Por Oswaldo Bezerra

Não é nova a notícia de que continuamos a evoluir. E uma pesquisa anterior, se descobriu que em determinado número de anos nosso cérebro, que cresce de forma lenta, dá um salto evolutivo com um crescimento maior. Esta evolução esta programada em um gene e quando acontece ocorre em todo o planeta em todas as raças.

Pesquisadores australianos descobriram uma nova tendência evolutiva este mês. Tendência esta que pode se tornar comum em algumas gerações e pode ser uma evidência de que a evolução humana.

Este é um vaso sanguíneo adicional que, desce temporariamente, pelo centro de nossos antebraços para alimentar nossas mãos, em crescimento, enquanto ainda estamos no útero.

No período de oito semanas, essa artéria geralmente retrocede, deixando a tarefa para outros dois vasos: a radial e a ulnar, mas em alguns casos permanece por cerca de um mês ou mais.

Depois de examinar 80 membros de cadáveres doados por australianos de ascendência européia, na presença do vaso sanguíneo adicional, cientistas da Flinders University e da Universidade de Adelaide (Austrália) descobriram que o número de adultos com o vaso sanguíneo adicional aumentou significativamente com o tempo.

A prevalência era de cerca de 10% nas pessoas nascidas em meados da década de 1880, em comparação com 30% nas nascidas no final do século XX. É um aumento significativo em um período bastante curto de tempo quando se trata de evolução. Nesta tendência, a maioria das pessoas terá uma artéria mediana no antebraço em 2100.

É um benefício ou risco? O fato de que a artéria parece ser três vezes mais comum em adultos hoje, do que há mais de um século, é uma descoberta que sugere que a seleção natural favorece aqueles que retêm essa quantidade extra de sangue.

O aumento pode ser resultado de mutações genéticas envolvidas no desenvolvimento da artéria mediana ou, problemas de saúde nas mães durante a gravidez, ou na verdade ambos.

Os pesquisadores observam que ter uma artéria mediana persistente pode dar aos nossos dedos ou antebraços um aumento confiável de sangue muito depois de nascermos, tornando-os mais fortes.

No entanto, nos coloca em maior risco de contrair a síndrome do túnel do carpo, uma condição desconfortável que nos torna menos capaz de usar as mãos. No entanto, os cientistas também admitem que determinar as consequências exigirá mais investigação.

RG 15 / O Impacto

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