Apagão em 13 das 16 cidades do Amapá mergulha o estado no caos

O Amapá está enfrentando uma série de transtornos desde a última terça-feira por conta de um incêndio na subestação de energia elétrica que abastece o estado, ocorrido após uma enorme tempestade. Sem energia, serviços essências foram interrompidos como o abastecimento de água, fornecimento de internet e de telefonia. Comércios estão perdendo mercadorias devido à falta de refrigeração, postos de gasolina encaram o desabastecimento e hospitais estão funcionando somente porque possuem geradores. Essa situação também está ajudando a agravar a crise da Covid-19, pois algumas pessoas estão se aglomerando nos poucos locais que possuem energia elétrica, seja para comprar mantimentos, água, velas ou carregar celulares.

Das 16 cidades do estado, apenas três – Oiapoque, Laranjal do Jari e Vitória do Jari – mantêm a energia porque são abastecidas por outros sistemas.

“Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), responsável pela transmissão de energia, o apagão ocorreu após o incêndio no transformador 1 da Subestação de Macapá, de propriedade da empresa LMTE, responsável pela energia no estado. Por conta do incidente, o ministério instituiu um Gabinete de Gestão de Crise com participação também do ONS, da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), da Eletrobras e da LMTE. A portaria ainda determina uma investigação sobre as responsabilidades do incidente.”

Ainda não foi apresentado nenhum plano para reparação imediata dos problemas, pois todas as soluções possíveis exigirão um punhado de dias para serem concretizadas e bastante paciência da população.

“A primeira ideia é recuperar um dos transformadores queimados e que foi menos danificado. Isso poderia trazer o retorno de até 70% da energia no estado, mas ainda são necessários testes e a previsão é que a operação possa durar até 48 horas. O segundo plano é trazer um gerador de energia de Laranjal do Jari, mas que pesa cerca de 100 toneladas e o processo levaria em torno de 15 dias entre desmonte, transporte de balsa e montagem. Outra alternativa seria trazer de Boa Vista um transformador que viria de avião, mas levaria até 30 dias. Unidades de menor porte também viriam de Manaus para ajudar a suprir o problema.”

RG 15 / O Impacto com informações do Diário do Amapá

Foto: Reprodução

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