Artigo – O amargo adeus ao companheiro D10S

Por Oswaldo Bezerra

 

Ao contrário da maioria das grandes cidades da Argentina, Rosário não foi fundada pelos espanhóis no século XVI. Sua origem, modesta e imprecisa, aconteceu em algum momento da segunda metade do século XVIII, quando uma população heterogênea começou a reunir moradia em torno de uma capela.

Cresceu tanto a cidade, e em uma área estratégica, que se tornou a segunda mais rica do país. Destacam-se na cidade o mais bonito monumento a bandeira que se conhece, e também um maravilhoso parque chamado Independência. Bem no meio deste imenso parque existe um grande museu, um haras, uma grande lagoa com pedalinhos, e claro, um grande estádio de futebol. 

O grande estádio de futebol pertence ao New Old Boys, time dono da metade da torcida da cidade que tem quase 1,2 milhões de habitantes. A rivalidade entre New Old Boys e Rosário Central é considerada a maior Argentina.

Na metade do século passado, o New Old Boys convidou seu rival, o Rosário Central, para uma partida amistosa. Toda a renda obtida na contenda deveria ser doada a um hospital especializado em lepra, que existe na cidade. 

O Rosário Central negou a solicitação. Pela negativa, foram chamados de “canalhas”. O apelido pegou, mas os torcedores do Rosário Central começaram a chamar seus rivais de “leprosos”. Hoje o clássico de lá se chama “Canalhas x Leprosos”.

A cidade de Rosário tem uma vertente para abrigar pessoas importantes. Foi lá onde nasceu o maior herói da América Latina, o famoso revolucionário “Chê Guevara”. Uma cidade amante de futebol viu nascer o jogador que mais ganhou títulos de melhor jogador do mundo, Lionel Messi, que surgiu das categorias de base do New Old Boys.

O clube que revelou Messi teve a honra de ter sua camisa vestida não só pelo maior jogador do mundo, mas também por aquele, que na Argentina, era considerado como um deus do futebol: “Armando Diego Maradona”.

Isso aconteceu há 25 anos. Foi uma época de glória no “parque independência”. Época de um deus no parque. Diego chegou ao New Old Boys no total improviso. Estava sem clube desde a briga com Carlos Bilardo, e sua saída do Sevilla.

A sua volta à seleção era pedida por toda a Argentina, depois da humilhante goleada sofrida contra a Colômbia por 5 a 0 no Monumental de Núñez. Diego acertou sua chegada a Rosário justamente para se colocar em condições físicas de vestir a azul e branca, na “repescagem” contra a Austrália. A missão era salvar a Argentina de uma constrangedora eliminação do mundial. A missão foi dada e cumprida. Maradona salvou a Argentina, claro, ele era o deus do futebol.

 

RG 15 / O Impacto

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *