Artigo – Como pôde um enganar tanto a tantos?

Por Oswaldo Bezerra

Em 2013, a aprovação pessoal da presidente chegou a 79%. O dado foi superior ao igual período de Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso. Apenas 17%, segundo as pesquisas, desaprovam o jeito da presidente de governar. Foi neste ano também que se iniciaram as fases da Lava Jato que miraram a Petrobras e o poder executivo. Coincidiu temporalmente com a divulgação, por Eduard Snowden, da espionagem feita pelo governo norte-americano sobre a Petrobras, o Ministério das Minas e Energia, e sobre a própria presidente Dilma.

O avanço da Lava Jato fez com o que, em 2016, o antipetismo se tornar a força política dominante no Brasil. A rejeição ao PT foi estimulada pela operação Lava Jato. Esta foi a maior operação de combate a corrupção da história do país. No desenrolar da operação se destacaram o promotor Deltan Dallagnol e o juiz Sérgio Moro.

Em 13 de março de 2016, depois ocorrer muitas passeatas nas ruas apoiando a Lava Jato, juiz e promotor trocaram mensagens. Para Moro, assim falou Deltan Dalagnol: “Parabéns pelo imenso apoio público de hoje. Seus sinais conduzirão multidões. Inclusive para reformas de que o Brasil precisa no sistema político e de justiça criminal.

Moro respondeu à mensagem da seguinte forma: “Fiz uma manifestação oficial. Parabéns a todos nós”. Dallagnol completou: “Ainda desconfio muito de nossa capacidade institucional de limpar o congresso. O melhor seria o congresso se autolimpar, mas isso não está no horizonte. Não sei se o STF tem força suficiente pra condenar tantos e tão poderosos.

Três dias depois Dilma tentou nomear Lula para a Casa Civil. Naquela oportunidade Moro divulgou uma conversa telefônica entre Lula e Dilma, mas não sem antes combinar tudo com a acusação. Dallagnol disse: “A decisão de abrir está mantida mesma com a nomeação, confirma?”. Ao que Moro respondeu: “Qual é a posição do Ministério Público Federal?”. Dallagnol confirmou com uma palavra “abrir”.

Dias depois o vazamento do telefonema dos dois ex-presidentes repercutiu, às vezes nem sempre de modo positivo para a Lava Jato. A verdade é que além de configurar um crime de segurança nacional, os grampos eram feitos em conjunto com um órgão de espionagem dos EUA, que também configurou um crime de lesa-pátria.

Moro e Dallagnol voltaram a conversar via Telegram. Dellagnol afirmou: “A liberação dos grampos foi um ato de defesa. Analisar as coisas com hindsight é fácil, mas ainda assim não entendo que tivéssemos outra opção, sob pena de sofrermos ataques. Sérgio Moro respondeu a Dallagnol: “Não me arrependo do levantamento do sigilo. Era a melhor decisão, mas a reação está ruim. Mais tarde, Mouro pediria desculpa pelo vazamento, mais tarde ainda voltaria a defender a decisão que tomou com a seguinte frase: “O problema ali não era a captação do diálogo e a divulgação do diálogo, mas o diálogo em si”. Curiosamente, quando seus diálogos com Dallagnol foram vazados pela “Vaza Jato” Moro atribuiu a um ato criminoso.

Todas estas conversas privadas entre o juiz e o acusador foram reveladas pelo “Intercept”. Ela mostra que a Lava Jato arrastou o Judiciário e a Polícia Federal para o mundo da disputa de poder onde, jamais e em lugar nenhum, estas instituições poderiam participar.

Todo o vazamento, das conversas entre a acusação e o juiz, foi defendido de que tudo era legal e moral. Jamais promotor e juiz negaram a existência das mensagens.

Para se entender o que aconteceu basta imaginar um juiz de futebol durante uma partida. Ele resolve marcar um pênalti já na prorrogação. O time beneficiado ganha e depois da partida o juiz ganha um emprego do clube ganhador. Isso é legal, está dentro da moralidade? Pior ainda, e se fosse descoberto depois que o juiz combinou o pênalti com o time beneficiado?

Para Moro isso está tudo na maior normalidade. Depois das reportagens do Intercept, Moro se defendeu da seguinte maneira: “Quanto ao conteúdo das mensagens que me citam, não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado. Apesar de serem sido retirados de contexto e do sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela operação Lava jato.

O posicionamento do Ministério público foi feito em uma nota que dizia que: “…há tranqüilidade de que os dados eventualmente obtidos refletem uma atividade desenvolvida com pleno respeito a normalidade e de forma técnica imparcial…”

Em nenhum dos casos, ao menos tentaram levantar suspeitas de que as conversas não sejam verdadeiras. Isso ninguém questiona. A tentativa das respostas é tentar convencer de que é normal que quem acusa e quem julga trabalhem juntos, troquem confidências e tramem contra a vida dos acusados.

A defesa apresentada mostra uma tese muito perigosa para o país. A Lava Jato fez algo ainda mais grave que a corrupção que ela alegava combater. Quando esta tese é alçada ela fere de morte tanto a Justiça como as Instituições.

A Lava Jato não foi uma iniciativa de heróis que queriam acabar com a corrupção. A Lava Jato não passou de um plano de poder, formada por uma aliança entre procuradores, policiais federais e liderada por um juiz que queria pra si as rédeas da política brasileira. Interferiram de maneira brutal na história do Brasil. Sem a Lava Jato o país teria sofrido a maior desindustrialização da história, haveria clima para o afastamento de Dilma, Lula seria eleito em 2018 se a Lava jato não o tivesse deixado inelegível? Foi assim que Moro enganou tanto a tantos, inclusive eu e você.

RG 15 / O Impacto

7 comentários em “Artigo – Como pôde um enganar tanto a tantos?

  • 28 de novembro de 2020 em 07:52
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    Soldado Imbecil, quem tem filho ladrão, mesmo, é o Ratazana 51, o maior ladrão do mundo. Seu filho saiu de catador de cocô de animais em zoológico, para um dos maiores fazendeiros do Brasil. Agora a esquerdalha fica querendo igualar as duas famílias e puxando o saco do Moro, q pôs o Ratão 51 em cana ! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk…não sabem onde se agarrar, que desespero, fujam pra Venezuela !

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  • 27 de novembro de 2020 em 21:13
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    Hoje o Moro fez mais uma acusação a um dos filhos ladrões do Bozo.

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  • 27 de novembro de 2020 em 17:06
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    Soldado Imbecil, a temida Lava Jato que o diga, né Moro !

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  • 27 de novembro de 2020 em 11:20
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    A lavagem cerebral foi tanta que tem gente que acredita em terra plana, kit gay, mamadeira de piroca, desvio do BNDS é o jeito pra Cuba é Venezuela….

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  • 27 de novembro de 2020 em 09:18
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    PETISTAS VAGABUNDOS QUE ASSUMIRAM O PODER POR TANTOS ANOS. O BRASIL AINDA AGONIA PELOS ESCÂNDALOS QUE ESSES PILANTRAS FIZERAM CONOSCO.
    MAS FICO PREOCUPADO DE COMO PODE AINDA UM BRASILEIRO TER ORGULHO DESSES RATOS. SERÁ QUE SÃO IGUAIS???

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  • 27 de novembro de 2020 em 08:17
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    Muito mimimi de ilegalidade, crime de lesa pátria, interferência “brutal” na história, blá, blá, blá….mas tem súbita amnésia quanto aos bilhões roubados pelo Ratazana 51 e sua quadrilha PTralha ! Somente em compras de navios sonda para a Petrobras, de 1,2 bilhões cada, levaram 30 % de propinas ( pixulecos, segundo o maior ladrão do mundo !); em obras da Odebrecht foram outros bilhões com construções em Cuba, Venezuela, Perú, Equador, Nicarágua, Angola, etc, grana dos brasileiros que nunca mais volta ! E o chefão da roubalheira anda por aí, livre e ainda ditando conselhos de como governar ! kkkkkkkk…

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    • 27 de novembro de 2020 em 19:42
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      Quando desMOROnou a farsa e foi revelado o lado bandido do BolsoRato e sua família metralha, o moro levou um chute no traseiro e saiu como traidor dos bolsoratos.

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