Artigo – Para 65 milhões de brasileiros não haverá dinheiro para a festa de Natal de 2020

Por Oswaldo Bezerra

Nos tempos modernos, nunca houve um Natal como este no Brasil. Milhões de pessoas estão desempregadas. Hoje atingimos nosso recorde histórico com 14,2%. São 14 milhões de desempregados que se somam a 35 milhões de pessoas que nem procuram mais por empregos, simplesmente por estarem cansados de tentar em vão.

Não são apenas os desempregados que estão sofrendo. Muitos dos que ainda estão trabalhando tiveram suas horas cortadas ou não conseguem ganhar tanto em gorjetas, comissões ou bônus o por contas dos descontos que precisam aplicar para manter o negócio de pé.

Para piorar a situação, uma nova onda da pandemia poderá causar novas ondas de bloqueios, forçando mais empresas a fecharem suas portas.

Os que estão na extremidade inferior da cadeia alimentar econômica serão os mais atingidos. O montante de pessoas vivendo na pobreza no Brasil é de 52 milhões de pessoas, sendo que 13 milhões vivem com menos de 8 reais por dia.

Dezenas de milhões de famílias, principalmente de comerciantes e prestadores de serviço, estão trazendo menos renda para casa atualmente, e isso se tornou a grande crise nacional.

Na verdade, uma nova pesquisa descobriu que impressionantes 86 por cento das famílias, as mais pobres do Brasil, estão ganhando menos dinheiro que antes da pandemia. A pesquisa foi feita pelo Data Favela.

Com menos dinheiro disponível, este não será um “Natal normal” para milhões de famílias brasileiras. Com o “auxílio” menor o comércio deve amargar um dos Natais mais fracos. Para muitos, simplesmente não haverá nenhum presente.

Quem perdeu seu emprego durante a pandemia, encontrar um novo trabalho provou ser quase impossível. Muitos usarão suas economias e o “auxílio” para sobreviver e pagar as contas básicas. O número de pessoas que sobrevivem graças ao “Auxílio” é de quase 68 milhões.

Mesmo com toda esta catástrofe econômica, ainda existe um setor que lucra muito. São os grandes bancos (Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil) que lucraram, só no terceiro trimestre, 15 bilhões de reais. A explicação está em uma negociata em que eu, você e toda a população brasileira paga o “pato” .

RG 15 / O Impacto

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