Artigo – Qual país deve ganhar a corrida da imunização da Covid-19 e por quê?

Artigo: Por Oswaldo Bezerra

Foi ultrapassado o número de 100 milhões de casos de corona vírus no mundo. Por dia, novos 500 mil casos são registrados mundo afora. O momento é, no entanto, de esperança. A vacinação avança no mundo.

No Brasil, a incompetência do Ministério da Saúde, que para cumprir um papel de lacaio dos EUA cria conflito com a China, está sendo compensado pelo esforço dos governadores. A China é a produtora dos insumos tanto da CoronaVac como da vacina de Oxford, e estas vacinas já imunizaram 700 mil pessoas no Brasil.

O desajeitado lançamento de vacinas contra o coronavírus na Europa torna provável que os Estados Unidos sejam a primeira grande nação ocidental a eliminar a pandemia de Covid-19.

A Alemanha teve taxas, de infecção e mortalidade, muito mais baixas durante a primeira onda da pandemia na primavera de 2020. Contudo, o fracasso da Europa em fornecer e distribuir vacinas em escala suficiente para diminuir a pandemia dá aos Estados Unidos uma clara liderança.

Os EUA estão vacinando sua população a uma taxa três vezes maior que a da França e da Alemanha, de acordo com o site Our World in Data. O país que age mais rápido é o Reino Unido, com uma taxa diária de vacinação de 0,5 dose por 100 pessoas.

Contudo, é a combinação de vacinação e alta infecção que pode imunizar dois terços da população da América contra o vírus, já em meados de 2021. Será a famosa “imunidade de rebanho”, desacelerando a disseminação futura do vírus a níveis muito baixos.

Com 25 milhões de casos confirmados e mais de 150.000 novos casos por dia, os Estados Unidos terão mais de 50 milhões de habitantes com resistência ao vírus devido à exposição. Os EUA vacinaram 20 milhões de pessoas em menos de quatro semanas e, com a taxa atual de seis milhões de vacinações por semana, mais 170 milhões de americanos serão resistentes até o final do segundo trimestre deste ano.

Por essa projeção, 220 milhões dos 330 milhões de habitantes da América, ou dois terços do total, serão resistentes e a América alcançará imunidade coletiva. Os virologistas acreditam que a “imunidade de rebanho” será alcançada quando algo entre 43% e 60% da população se tornar resistente à COVID-19.

Essa vantagem, com certeza, teve um preço alto em número de mortes. A América teve 1.300 mortes por um milhão de habitantes durante o ano passado, superada apenas pelo Reino Unido (com 1.471 mortes), Itália (com 1.431 mortes) e Bélgica (com 1.791 mortes) entre os principais países industrializados. Os EUA têm a maior proporção de casos confirmados por população de qualquer grande país. A alta taxa de exposição anterior contribui para a imunidade futura.

A burocracia da Comunidade Europeia, entretanto, falhou em aprovar vacinas rapidamente enquanto a Operação Warp Speed ​​da Administração Trump empurrou as aprovações.

A América parece relativamente bem fornecida com vacinas. Em um comunicado à imprensa, “a Pfizer Inc. e a BioNTech SE anunciaram hoje um segundo acordo com o governo dos EUA para fornecer 100 milhões de doses adicionais da vacina COVID-19 das empresas a partir de instalações de produção nos EUA. Esse acordo eleva o número total de doses a serem entregues aos Estados Unidos para 200 milhões. As empresas esperam entregar 200 milhões de doses completas para a Operação Warp Speed ​​(OWS) até 31 de julho de 2021.

No ano passado, a economia dos EUA provavelmente encolheu 6%, enquanto a China cresceu 2,3%. O Fundo Monetário Internacional prevê um crescimento dos EUA para 2021 em 5,5%, ante 3,5% para a Alemanha e 4,2% para a Área do Euro como um todo. Em contraste, o FMI espera que a China cresça 8,1%.

O Leste Asiático, incluindo China, Coreia do Sul, Taiwan, Vietnã e Japão, usou uma combinação de restrições severas, disciplina social e tecnologia para controlar a pandemia. A taxa de mortalidade da Covid-19 nesses países é cem vezes menor do que a dos EUA e dos países europeus. Com os EUA obtendo imunidade coletiva, no entanto, podem ficar totalmente livres do vírus, enquanto o Leste Asiático continuará em risco.

RG 15 / O Impacto

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