Artigo – O estranho posicionamento da Maçonaria pode estar ligado à geopolítica norte-americana e britânica

Por Oswaldo Bezerra

Em 1796, o naturalista Manuel Arruda Câmara fundou a Sociedade Secreta Areópago de Itambé, primeira loja maçônica do Brasil, que difundiu ideias libertárias, contra a repressão colonial.

O Grande Oriente do Brasil iria ter, a partir da metade do século XIX, atuação marcante em diversas campanhas sociais e cívicas da nação. Assim, distinguiu-se na campanha pela extinção da escravidão no país.

Foram os maçons que impuseram a “Lei Euzébio de Queiroz”, que extinguia o tráfico de escravos, em 1850, e a “Lei Visconde do Rio Branco”, de 1871, que declarava livre as crianças nascidas de escravas daí em diante. O trabalho maçônico só parou com a abolição da escravatura, a 13 de maio de 1888.

A maçonaria sempre foi caracterizada por ter, em seus quadros, pessoas ilustres entre eles o compositor Carlos Gomes, o escritor Castro Alves, o marechal e ex-presidente do Brasil Deodoro da Fonseca, Duque de Caxias, o político e médico Enéas Carneiro, Floriano Peixoto, Magalhães Barata, José Bonifácio, o escultor o Aleijadinho.

Parece que a maçonaria não é mais aquela. Antes com um seleto grupo de pessoas de alto saber e comprovada dignidade era a associação mais respeitada do Brasil. Hoje dominada por pastores e generais desmiolados a maçonaria cai para os piores padrões de componentes de sua história.

Criminosos comuns adentraram a instituição. Por exemplo, em 2020 o grande líder de uma das mais importantes lojas maçônicas da América Latina, a loja maçônica do estado de São Paulo, foi acusado de assédio sexual das funcionárias. Não foi um crime pontual.

A CNJ puniu 48 magistrados (juízes e desembargadores) por crimes relacionados a benefício da maçonaria. Há algumas décadas jamais a maçonaria precisaria criar um projeto para punir maçons que cometem crimes contra o patrimônio público como tiveram que fazer em 201.

Hoje foi a mostra característica de que a maçonaria está enterrando toda sua honra na lama. Na véspera do aniversário do golpe de estado 1964, orquestrada pela Operação Condor dos EUA, a Associação Nacional Maçônica no Brasil (Anmb) divulgou uma nota convocando para um ato no 31 de março.

O texto tem como título “Salve, salve, 31 de março!”, em alusão à data do golpe militar, externar apoio às Forças Armadas do Brasil. A manifestação é divulgada em meio à troca dos três comandantes das Forças Armadas, depois de Bolsonaro ter demitido o ministro da Defesa, numa demonstração de tentar obter maior controle sobre o Exército.

Já nos últimos dois anos ocorreram atos na maçonaria comemorando o golpe militar, numa clara afronta à democracia. A maçonaria convocou todos os brasileiros para saírem às ruas nestes 31 de março, para comemorar a Ditadura Militar.

O evento, caso ocorra conforme pedido pela Maçonaria, milhões de pessoas deverão ir às ruas comemorar a Ditadura Militar. As pessoas também comemorarão o dia em que mais pessoas 3700 morreram por Covid, devido justamente à inabilidade de militares no exercício do combate a crise sanitária pública. Só poderia se justificar o posicionamento da maçonaria com o advento de um novo golpe de estado.

Nada acontece no Brasil sem a autorização dos EUA. Há uma movimentação dos EUA e do Reino Unido hoje para tomar o hemisfério sul do planeta. Os impérios em decadência não querem perder a hegemonia para a China. Sendo assim, um novo golpe de Estado no Brasil poderia fechar de vez o país para o comércio com os asiáticos.

RG 15 / O Impacto

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