Artigo – A verdade por trás dos carros elétricos

Por Oswaldo Bezerra

Os automóveis elétricos já conquistam as estradas do mundo. Aos poucos irão substituindo os veículos de combustão. Isso faz parte do esforço para se eliminar a emissão de CO2 e salvar o planeta da contaminação.

Claro que é por motivos nobres, mas há alguns aspectos a se analisar. É o que mostraremos neste vídeo, como por exemplo quais são os danos ecológicos causados; qual o perigo deste tipo de automóvel para os motoristas e caronas; e o problema de monopólio da indústria verde.

São milhões de veículos elétricos que já tomando as estradas na Europa e EUA. É uma frota que só continuará a aumentar. Inclusive a União Europeia já planeja que se venda apenas carros elétricos de 2035 em diante. É uma tendência global e sem volta.

Mesmo na nossa América Latina, que está bem longe de se tornar um líder do transporte elétrico e observa um crescente interesse. A Colômbia é o país latino-americano com a maior frota. O México é o país com maior número de automóveis híbridos. O Chile é o que possui o maior número de ônibus elétricos para transporte público.

Os automóveis elétricos são parte da estratégia da diminuição da emissão de CO2 nos esforços de combate ao aquecimento global. Não emitir CO2 pelo escapamento é só o lado limpo dos automóveis elétricos. Os impactos ambientais dos carros a combustão são as emissões de gases pelos escapamentos. Os impactos ambientais dos carros elétricos ocorrem durante suas fabricações e durante a criação da energia usada para alimentá-los. Há uma força política que quer que você creia que a energia elétrica sai apenas de uma tomada. Não há detalhes de como ela chega até ali.

Muitas montadoras estão se apressando para passar a produzir apenas carros elétricos. A Mercedes Benz caminha para que a partir de 2025 toda plataforma de veículos de novo desenvolvimento seja serão elétricas.

A grande parte da população mundial só conhece os aspectos limpos dos veículos elétricos. Os aspectos sujos dos processos de produção ficam escondidos. Adivinha quem pagará o preço do impacto ambiental criado pelo luxo do desenvolvimento dos carros elétricos. Sim, serão os países subdesenvolvidos.

Lítio, níquel, cobalto, cobre, alumínio, grafite todos são componentes para as baterias para carros e motos elétricas. Quase a metade do lítio do mundo se produz no Chile. Este país latino-americano possui a maior reserva do mundo. Se por um lado é uma grande oportunidade de desenvolvimento, por outro lado representa um grande desafio ecológico.

São necessários 2 milhões de litros de água para cada 1 tonelada de lítio produzido. Hoje as águas subterrâneas do deserto Atacama estão se esgotando. Além da contaminação do solo, as pessoas que vivem na região ficam sem água. E lá ficam localizados povoados ancestrais.

Um informe das Nações Unidas sobre comércio e desenvolvimento diz que a medida que aumente a produção de lítio e que se extraia das rochas mais profundas das salmoeiras, aumentarão os desafios para se mitigar os impactos ambientais.

É na República Democrática do Congo onde se produz 70% do cobalto no mundo. Os cientistas alertam que sua extração gera enormes impactos ambientais. A força de trabalho para extração de cobalto é de 40 mil crianças. Associado ao cobalto há metais pesados incluindo o radioativo urânio. A contaminação provocada pela extração do cobalto é capaz de contaminar rios e nascentes por centenas de anos.

A mineração de grafite também deixa uma contaminação semelhante. No total, 80% das reservas naturais se encontram no Brasil, China e Turquia.

A reciclagem de bateria poderia ser uma solução. Seria assim reduzida a demanda por matéria prima e o impacto de sua produção. O grande problema é que as baterias de carros elétricos são muito difíceis de reciclar.

Cada veículo possui muitas baterias de lítio incluídas. Elas se agregam em células desde módulos até no sistema térmico. Em todo o mundo há poucas instalações de reciclagem de baterias de lítio. São menos de uma dúzia em todo o mundo.

A capacidade total destas recicladoras de bateria de lítio é de menos de mil toneladas métricas por ano. Correspondem apenas 10% das vendas anuais de veículos elétricos da atualidade. Não representará, na próxima década, nem a 1% do total das vendas.

O processo da reciclagem de lítio é de alto custo e impossível de automatizar. O motivo é que cada bateria de diferentes construtores tem diferentes tamanhos, construção e composição. Além disso, as baterias não são realmente desenhadas para serem recicladas.

O processo de reciclagem é tão complicado que é mais barato usar metais recém extraídos do que reciclar como foi exposto pela revista Science. Para piorar a situação, os processos de reciclagem estão longe do ideal. Atualmente se queima ou se dissolve em ácido os resíduos o que deixa grande quantidade de resíduo e emite gases do efeito estufa.

Hoje em dia os cientistas estão trabalhando em uma forma barata e segura para reciclagem de baterias de lítio. A previsão é que levará anos para se conseguir chegar a um resultado satisfatória.

Os defensores do carro elétrico asseguram que podem dar a bateria uma segunda vida. Isso é verdade, mas a reutilização não resolve o problema da extração de matéria prima para as milhões de baterias novas para se instalar nos carros elétricos.

Os veículos híbridos usam baterias menores. Por tanto, carros híbridos são a solução que mais se aproxima da realidade que temos hoje.

Nos dias de hoje a preocupação se refere aos danos causados pelos gases dos escapamentos dos carros. A discussão deixa de fora a contaminação causada pelo desgaste dos pneus e dos freios que são mil vezes piores do que as contaminação dos escapamentos dos automóveis. Os automóveis elétricos são em média 500 kg mais pesados que os tradicionais por causa de suas baterias, e assim causam ainda mais impactos por desgaste dos pneus e dos freios.

Os grandes monopólios estão investindo pesado em energias renováveis, por isso a grande pressão da mídia internacional em apressar a obrigatoriedade dos carros elétricos. É a oportunidade de se ganhar dinheiro.

Lembram de Iphones e Sansung queimando e até ferindo pessoas? Pois é os carros elétricos têm estes mesmos problemas quanto ao perigo de incêndio das baterias devido ao aquecimento. Uma simples fenda na bateria pode gerar um incêndio. Podem até queimar espontaneamente devido a expansão do silício.

A bola de fogo chega a 700 graus em milissegundos.Houve um incêndio em um carro elétrico que deixou vítimas fatais em Houston, Texas nos EUA. O corpo de bombeiros precisou de 1000 litros de água durante 4 horas para poder apagar o fogo.

O carro elétrico é sem dúvida uma solução para nosso problema de aquecimento global. Contudo, primeiro temos que resolver vários problemas ambientais que o carro elétrico gera. Ainda há um longo caminho para que o carro elétrico se converta no veículo de transporte seguro e ecologicamente correto.

**Novo Livro de Oswaldo Bezerra intitulado “O Governador” está agora disponível em “livro físico”e para “Kindle”na Amazon.***

RG/O Impacto

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.