Quinta vítima morre com suspeita da raiva humana no Pará

Sespa aguarda a confirmação do Instituto Pasteur, em São Paulo, para confirmar se é de fato raiva

Mais uma pessoa morreu, possivelmente de raiva humana, na madrugada de sexta-feira (11). Era um menino, de oito anos, que estava internado na Fundação Santa Casa de Misericórdia. Ele e a outra paciente internada, também uma criança, vieram da localidade Rio Laguna, município de Melgaço, região do arquipélago de Marajó. Por enquanto são 10 casos sendo investigados.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) aguarda a confirmação do Instituto Pasteur, em São Paulo, para confirmar se é de fato raiva humana. O resultado demora oito dias. Outras instituições também participam das análises laboratoriais, como o Laboratório Central do Estado (Lacen), Instituto Evandro Chagas e Hospital Universitário João de Barros Barreto.

Mesmo sem confirmação, os sintomas são muito caraterísticos. E todos os pacientes apresentam lesões por mordidas de morcegos hematófagos (conhecido como morcego vampiro, que se alimenta de sangue). Esse tipo de morcego  é um dos vetores do vírus da raiva. Cães e gatos também. Outra característica comum é que as famílias dos pacientes moram em imóveis precários, como casas de madeira e palha. Algumas nem têm paredes para proteção. Todas as vítimas da doença apresentam sintomas semelhantes: febre, dispneia, cefaleia, dor abdominal e sinais neurológicos, como paralisia flácida ascendente, convulsão, disfagia, desorientação, hidrofobia e hiperacusia.

A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) começou uma investigação de campo para tentar localizar focos de morcegos. Alguns já foram capturados e submetidos a técnicas de controle de população. Diante dos riscos de possíveis novos casos de raiva humana, a Sespa iniciou um programa de medidas preventivas e de atendimento em Melgaço. Historicamente, o município não possui casos de raiva humana até então.

Foram preparadas mil doses de vacinas, que requerem três aplicações e só são administradas após exposição. Não é uma vacina “preventiva”. Tão logo a pessoa seja exposta ao risco do vírus, deve procurar a vacina. Também serão distribuídos 1,3 mil mosquiteiros e doses de soro antirrábico. Foi coletado material dos pacientes com sintomas já manifestados. E também dos que apresentaram apenas as lesões de mordidas de morcegos. O período de incubação da raiva humana é de até 60 dias.

Fonte> Portal ORM

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