Produção de abacaxi se estraga em Mojuí dos Campos

Produção de abacaxi é grande

A região de Mojui dos Campos, no Oeste do Pará, está produzindo anualmente, mais de quatro milhões de abacaxi e grande parte dessa produção está se estragando por falta de condições de escoamento para os centros consumidores.

A denúncia foi feita na Tribuna da Câmara de Santarém, na manhã de hoje, pelo vereador Jailson do Mojui (PSDB). Além do abacaxi, Jailson disse que é grande a produção de melancia, maracujá, mamão e farinha.

Mais que a dificuldade do acesso para escoar a produção, Jailson constata que falta acesso dos produtores também ao financiamento bancário e a comercialização da produção. O parlamentar pede dos poderes executivos em todas as esferas municipal, estadual e federal, que comecem a pensar em viabilizar investimentos, na área da agroindústria para a região do planalto santareno, principalmente para industrializar o abacaxi e o maracujá, “que no auge da produção há grande perda, devido aos fatores já ditos acima”, informa Jailson do Mojui.

Vereador Jailson fez a denúncia na Câmara

Agiotagem no planalto – o vereador Henderson Pinto (DEM) mostrou-se preocupado com os produtores rurais da região de várzea, que segundo ele, estão tendo dificuldade de acesso ao crédito bancário, para financiamento de hortifrutigranjeiros. Outra falta de financiamento se dá, segundo Henderson, para a produção de fornecimento d’água, para garantir a produção dos produtos agrícolas.

O parlamentar disse que, o que mais lhe incomoda é que a maioria dos produtores utiliza como meio de produção o empréstimo através de agiotagem, com taxas que chegam até 10% de juros, tendo que pagar num prazo de no mínimo sete meses.

Henderson denuncia que, quem empresta o dinheiro são os famosos marreteiros, que de acordo com o Vereador, acabam ganhando com o financiamento e ainda com a revenda do produto do produtor da área de várzea. O parlamentar garante que está reunindo com a direção regional da Emater, de quem vai solicitar solução para os problemas por quais está passando os produtores das regiões de várzea.

Fonte: RG 15/O Impacto

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