Mineração pretende investir US$ 41 bilhões no Pará

Minério de ferro

A indústria mineral em atividade no Pará trabalha com previsão de investimentos, até 2016, em torno de US$ 41 bilhões, incluídos aí, entre outros valores, os relativos à lavra, transformação e infraestrutura. Ao dar ontem a informação, pouco antes de participar da cerimônia de lançamento do Anuário Mineral do Pará, o presidente do sindicato das indústrias do setor, José Fernando Gomes Júnior, destacou que a cadeia da mineração mantém hoje, em caráter permanente no Estado, cerca de 232 mil empregos, diretos e indiretos. Até 2016, conforme frisou, deverão ser criados mais 113 mil novos postos de trabalho, elevando para um número próximo de 350 mil o quantitativo de empregados na cadeia da mineração.

Os números citados pelo presidente do Simineral impressionaram os convidados presentes à cerimônia, realizada no início da noite no Espaço São José Liberto. Ele disse, por exemplo, que em 2011, o Estado do Pará exportou, em valores, 18,3 bilhões de dólares. Desse montante, acrescentou, o setor mineral respondeu, sozinho, por nada menos que US$ 16,9 bilhões, ou 92% do total.

PROJETO S11D
O presidente do Simineral chamou a atenção para o porte de empreendimentos que serão implantados no Pará ou que já se encontram em fase de implantação. O maior de todos, conforme frisou, é o projeto S11D, que a Vale vai operar em Canaã dos Carajás. De acordo com José Fernando, esse projeto vai mobilizar investimentos acima de 8 bilhões de dólares.

O S11D vai exigir da Vale a expansão da Estrada de Ferro Carajás e a construção de um ramal ferroviário, ligando o complexo industrial instalado em Canaã até a pera ferroviária de Parauapebas. A mineradora está construindo também, no porto de São Luís do Maranhão, mais um píer exclusivo do projeto.

O gigantismo do S11D está expresso nos números. Segundo informação de José Fernando Gomes Júnior, a mina deverá começar a produzir em 2014, um volume colossal de 100 milhões de toneladas/ano. Para que se tenha ideia do que isso representa, o Projeto Ferro Carajás, implantado pioneiramente em Parauapebas e em produção desde 1985, levou 25 anos para alcançar esse patamar. “O projeto S11D já nasce com um tamanho que Carajás só conseguiu alcançar depois de um quarto de século”, acrescentou.

Lançado o Anuário Mineral do Pará

O Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) lançou, na noite de sexta-feira, o Anuário Mineral do Pará, que expõe números da produção, exportação, investimentos, geração de empregos e benefícios para o povo paraense, além de matérias e entrevistas com autoridades e renomados profissionais.

“Esta publicação é uma forma de inserir no DNA do paraense as questões minerais, para nos tornarmos uma potência do minério para o Brasil e para o mundo”. Foi com estas palavras que José Fernando Gomes explicou o motivo pelo qual foi idealizado este projeto. Segundo ele, o mote principal da publicação é possibilitar informação a serviço do desenvolvimento sustentável da mineração. “Mais que um produto editorial, será uma ferramenta, uma vitrine, onde o cidadão terá acesso ao que acontece no universo do minério no Pará”, disse.

No exemplar, constam matérias sobre novas tecnologias, mineração sustentável e meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, mão de obra qualificada e o destaque para o avanço das mulheres na indústria mineral. Além de reportagens, a publicação traz entrevistas com personalidades do Estado. O sindicato deve lançar o anuário também nas principais regiões mineradoras.

Para o presidente interino do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Rinaldo Mancin, a publicação consolida e dissemina informações atuais e reais sobre a indústria mineral. “Aqui o setor só cresce, por isso é preciso transformar estas informações e levá-las a público. Agora, com este material em mãos, será possível apresentar ao povo o que temos realizado para o desenvolvimento desta região”, destacou.

Fonte: Diário do Pará

Um comentário em “Mineração pretende investir US$ 41 bilhões no Pará

  • 17 de março de 2012 em 20:09
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    Como sempre o nosso estado apenas serve para mandar pra fora as nossas riquezas, ficando muito pouco, ou quase nada de benefício para o povo paraense. É triste ver um estado tão rico com uma população muito pobre, sem saúde, educação, transporte de qualidade. Até quando o nosso Pará vai continuar a enriquecer o sul e o sudeste? E quando o povo paraense vai usufruir de algum benefício de todas as riquezas que estão entranhadas em nossas terras? Espero que um dia essa realidade mude.

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