‘Dilma sairá pela porta dos fundos’, afirma João Doria

João Dória, candidato à prefeitura de São Paulo
João Dória, candidato à prefeitura de São Paulo

O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, João Doria, disse no sábado, 20, que Dilma Rousseff “terá um final triste”. “Ela perderá o mandato e sairá pela porta dos fundos”, afirmou.

A petista começa a ser julgada pelo Senado no dia 25. O processo do impeachment da presidente afastada atribui a ela crime de responsabilidade por pedaladas fiscais.

Em busca do apoio da Igreja Católica, Doria fez campanha na zona leste da capital, onde o pároco Geraldo Antonio Rodrigues, da Catedral São Miguel Arcanjo, em São Miguel Paulista, o recebeu para um café – Doria serviu-se de suco de laranja.

Por cerca de meia hora, eles conversaram à mesa. Depois, o padre abençoou o tucano e orou por ele, desejando-lhe sucesso no pleito de outubro.

Doria disse ao religioso que vai trabalhar com humildade, perseverança e tolerância.

Depois do encontro, o candidato disse que a corrupção no PT é um dos motes de sua campanha – entre os candidatos que terá de superar está o petista Fernando Haddad, que busca a reeleição, com apoio do ex-presidente Lula, alvo da Operação Lava Jato.

“Lamentavelmente, o PT, não me refiro ao PT em São Paulo, especificamente, mas ao PT na sua propositura nacional. Foi um desastre para o País, corroeu a estrutura pública brasileira, estimulou a corrupção, defendeu a usurpação e ofereceu o mais triste espetáculo da vida brasileira”, declarou Doria.

Em sua avaliação, “nunca se roubou tanto na vida pública no País como na gestão Lula/Dilma”.

Doria disse que está preparado para o primeiro debate na TV, marcado para esta segunda-feira, 22, na Band.

“Gosto muito do debate, é algo importante. Aceitei todos os convites para todos os debates. Democracia se faz debatendo, não é destruindo as pessoas, mas construindo propostas, debatendo propostas para a população. É assim que você pode construir uma democracia melhor para a cidade e atender a expectativa da população.”

Ele disse que o seu alvo é  “fazer uma boa gestão, ser eficiente, ser correto, ser moderno, entender a cidade de São Paulo sob um prisma diferente do que ela vem sendo administrada, com mais eficiência de gestão, com maior transparência, com maior agilidade, mais descentralização e participação”.

O tucano disse por que buscou o apoio da Igreja. “Eu sou católico, apostólico, romano. Sempre tive uma formação religiosa muito grande. Acho que é importante na sociedade civil você estar próximo de todos os segmentos. A Igreja Católica toca a minha própria formação.”

Fonte: Estadão

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