Alberto Campos: “Justiça do Pará precisa avançar na celeridade processual”

Alberto Campos, junto com a diretoria da OAB/Pará estiveram em Santarém participando de diversos eventos.

Nesta semana, o Presidente da OAB/PA, advogado Alberto Campos, acompanhado de seu vice Jader Kahwage e Secretário-Geral Eduardo Imbiriba estiveram em Santarém. Acompanhados do presidente da OAB/Santarém, Dr. Ubirajara Bentes Filho, os integrantes da diretoria da Ordem no Pará entre outros eventos, participaram da inauguração da sala de apoio dos advogados na nova sede da Justiça Federal em Santarém.

Em entrevista exclusiva à nossa equipe de reportagem, o presidente da OAB/Pará, Dr. Alberto Campos, expôs os desafios da gestão, em especial do esforço que tem empreendido no diálogo com governantes, na busca de uma justiça célere. Segundo ele, uma iniciativa vista como um marco na tramitação de processos, o processo judicial eletrônico, é afetado pela deficiência da internet em nossa região.

“A dificuldade de um modo em geral está relacionada à internet. Uma vez que ela não é tão estável como no Sul e Sudeste do País. Nós temos uma internet muito ruim, e isso dificulta o processo eletrônico como um todo, que depende, essencialmente, de termos uma internet estável. Então, realmente isso atrapalha um pouco este passo à frente, que a Justiça está dando, com a transformação do processo físico em processo digital. O Processo Judicial Eletrônico é mais uma ferramenta que veio para tentar minorar o problema da falta de celeridade nos processos na Justiça. Para você ter uma ideia, se perde metade do tempo de duração dos processos, só com as tramitações internas. Está comprovado estatisticamente pelo CNJ. Com o processo eletrônico, isso acaba, porque o processo vai ficar sempre online, à disposição das partes. Isso, então, resolve uma boa parte da questão do prazo. Obviamente, que o Judiciário precisa investir em pessoal, precisa qualificar os servidores, precisa pagar melhor os servidores, precisa realizar concursos para mais juízes, beneficiando principalmente as comarcas do interior do Estado. Esse investimento tem que ser constante, toda direção que assume tem que se preocupar logo em realizar concurso, porque aqui na região, nós temos um grande problema. Temos pessoas que são concurseiras, são de outros estados, vem para o Pará, fazem um concurso, são aprovadas, porém, paralelamente estão realizando outras provas, mais próximo de casa, e depois abandonam a vaga aberta aqui do Pará, e voltam para seus estados de origem. Desta forma é preciso que o Judiciário fique sempre renovando os concursos para preencher as vagas destes estrangeiros, concurseiros que vem e acabam por não ficar conosco”, disse Alberto Campos.

AVALIAÇÃO DO 1º ANO DE MANDATO: Segundo o presidente da OAB/Pará, o ano de 2016 foi dedicado à busca de soluções enfrentadas pelas subseções, em especial na defesa das prerrogativas, melhores infraestruturas e capacitações.

“Foi um ano de muito trabalho e de investimentos, principalmente em qualificação profissional. Nós nos comprometemos com os advogados, que a Escola Superior de Advocacia seria deste primeiro ano de gestão, o nosso carro-chefe, então, nós trouxemos cursos de pós-graduação, atualização profissional, novo Código de Processo Civil veio para cá com diversos professores ministrando aulas a respeito do novo Código. Também trabalhamos para qualificar os advogados para participar desta nova forma de advogar, que é utilizando a ferramenta chamada Processo Judicial Eletrônico. Hoje os advogados não podem mais prescindir desse tipo de tecnologia, sob pena de ficarem fora do mercado de trabalho. Desta forma, os advogados tem não só de dominar a ferramenta, mas a OAB proporcionar aos advogados o equipamento necessário para que eles possam exercer a advocacia. Daí a importância inclusive, de termos hoje, na inauguração do novo prédio da Justiça Federal aqui de Santarém, uma sala, espaçosa e digna, para que os advogados possam estar aqui exercendo sua profissão, utilizando de equipamentos de informática que nós estamos disponibilizando através desta sala”, explicou Alberto Campos.

PERSPECTIVAS 2017: Para o novo ano, Dr. Alberto Campos garante que o planejamento tem como objetivo a luta por mais conquistas para os advogados.

“Santarém já tem mais de mil e duzentos advogados inscritos, então, nós precisamos trazer para cá mais qualificação profissional, mais infraestrutura, não só para Santarém, mas para as comarcas próximas daqui, que são aqui da região do Tapajós, como Alenquer, por exemplo. Temos comarcas que necessitam de ter a presença da Ordem dos Advogados lá, dando isso que a gente tem aqui já em Santarém, que é uma boa infraestrutura para os advogados exercerem sua profissão. Desta forma, a gente pretende, então, neste segundo ano de gestão, trazer mais qualificação e também equipamentos, trazer tecnologia para que o advogado possa exercer sua profissão”, afirmou o presidente da OAB/PA.

Por: Edmundo Baía Júnior

Fonte: RG 15/O Impacto

 

Um comentário em “Alberto Campos: “Justiça do Pará precisa avançar na celeridade processual”

  • 19 de fevereiro de 2017 em 13:30
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    Se essa morosidade, preguiça fosse somente no Pará dava-se um jeito, é no BR todo, há muitos juízes que trabalham, mais tem uns que não fazem NADA bando de servidores preguiçosos, essa é minha opinião.

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