Prédio abandonado coloca em perigo moradores do bairro do Laguinho

Parte de cima do prédio se transformou em criatório do mosquito da dengue

Moradores do bairro do Laguinho, em Santarém, oeste do Pará, procuraram nossa redação para denunciar o abandono de um prédio localizado na Trav. Luiz Barbosa. Segundo um dos moradores, o proprietário do imóvel desapareceu e o prédio de cinco andares ficou abandonado, já estando nessa situação por mais de um ano.

A preocupação dos moradores, é que devido às fortes chuvas que caem na cidade, uma área do prédio fica cheia de água, se transformando em criatório do mosquito da dengue. Isso sem falar que sempre que chove, alguma coisa desprende do prédio e cai em cima das casas, causando prejuízos e colocando em perigo a vida de muita gente que mora em torno do imóvel.

Moradores disseram à reportagem que já tentaram falar, também, com parentes do proprietário do imóvel, mas não tiveram êxito. Os mesmos temem por suas vidas e de seus filhos. Isso sem falar que existem vários veículos abandonados na Trav. Luiz Barbosa, sendo que seus proprietários deixaram de lado e a SMT deveria acionar um carro-guincho para retirar esses veículos e lá.

SAIBA MAIS: Outras denúncias feitas pelos moradores são relacionados a um terreno da Ufopa abandonado na Rua 24 de Outubro, no bairro do Salé, que está se transformando em um lixão a céu aberto, matagal e abrigo de bandidos e traficantes de drogas. “Algumas pessoas inescrupulosas aproveitam o descaso das autoridades para jogar lixo e entulhos nesse local, que fica perto de uma parada de ônibus, só que ninguém consegue ficar nessa parada devido ao forte fedor que exala. Também algumas galerias do bairro do Laguinho estão cheias de entulhos e quando chove, as ruas do bairro ficam alagadas, causando transtornos à população. Isso sem falar na limpeza pública, que é feita somente nas principais artérias do bairro, sendo que os becos são esquecidos pela empresa responsável pela coleta de lixo. Existe o problema do Bosque da Vera Paz, que não recebe as devidas atenções e está se transformando em um matagal, assim como o terreno da Assibama, onde uma equipe esteve em Brasília lutando para que uma parte do terreno ficasse para a Associação do Bairro do Laguinho, mas até isso ficou no esquecimento. Os moradores não estão aguentando tanto descaso com o bairro e cobram uma solução imediata do poder público.

PRESIDENTE DA AMBAL SE MANIFESTA: O presidente da Associação dos Moradores do Bairro do Laguinho (AMBAL), Jurandir Azevedo, ao ser questionado por nossa reportagem, se reportou da seguinte forma: “Trata-se de um problema sério vivenciado não só por mim, mas por vários vizinhos que inclusive têm me chamado a atenção, por eu ser o presidente do bairro. Um dos problemas ocasionados por esse prédio que foi construído nas mediações da minha residência e que está abandonado há muito tempo, um pouco mais de um ano, é que o mato tomou conta e na área livre que fica no terceiro andar, tem uma caixa d’agua e, devido a um grande temporal que aconteceu recentemente a tampa da caixa d’agua saiu e por conta disso os moradores estão reclamando, pois a mesma está se tornando em um criadouro do mosquito da dengue. Nós estamos preocupados de acontecer algo mais sério aqui nas imediações, por conta disso procuramos a imprensa para fazer a denúncia, para chamar atenção do dono do prédio. Segundo informaram, ele desapareceu e não avisou para ninguém. Colocaram uma placa de aluguel, mas ninguém quer alugar esse prédio por causa da estrutura que de fato é ruim e está causando problema. Devido à nossa falta de conhecimento da estrutura e de como ele foi construído, nós não queremos mais ficar dentro de nossas casas, pois de repente esse prédio pode desabar e causar uma situação muito séria para os vizinhos. Queremos que os órgãos responsáveis pelas fiscalizações de imóveis possam nos ouvir e o dono do terreno aparecer para tomar uma providência. Quanto a esse cidadão, nós tivemos conhecimento de que ele era um funcionário do Estado, quando começou a construir o prédio; depois ele se mudou para Belterra. No início, o plano dele era fazer dois pisos, mas como eu tenho uma informação do engenheiro da obra, ele tinha dinheiro para construir mais dois pisos para cima, eles fizeram essa coisa tão alta que todo mundo passa e diz que essa coisa é horrível. Me falaram que ele não está em Santarém e nem em Belterra, não sei em que local; ele falava com todo mundo aqui da vizinhança, mas eu não esperava que iria acontecer esse problema no final. Se nós não tivermos uma resposta, nós vamos primeiro localizar o arquivo da obra na Seminfra ou o órgão que tem esses documentos do imóvel, e deveremos ir ao Ministério Público”, disse Jurandir Azevedo.

OUTROS LOCAIS ABANDONADOS: Santarém virou um celeiro de locais abandonados, como é o caso de um imóvel que pertence ao 8º BEC, localizado no cruzamento da Av. Marechal Rondon com a Trav. Frei Ambrósio, no bairro do Caranazal, onde funcionava a antiga sede do clube “Civis do BEC”. O terreno está tomando pelo mato e o imóvel teve suas portas arrombadas, servindo de abrigo de bandidos e traficantes, causando medo aos moradores da área. Muita gente questiona por que o 8º BEC não cede esse local para o Município, pois fica em uma área bastante movimentada, ao lado de um colégio e poderia muito bem servir como um posto de saúde do bairro.

Outro local que está totalmente abandonado é o antigo estádio Elinaldo Barbosa, localizado na Avenida São Sebastião, esquina com a Travessa Turiano Meira, na área central de Santarém.  Quem teve o privilégio de assistir partidas do futebol santareno nas décadas de 50, 60, 70 e 80, ainda tem na memória belas jogadas e grandes partidas nesse estádio. Infelizmente o crescimento da cidade e a especulação imobiliária fizeram com que o estádio Elinaldo Barbosa fosse vendido e as partidas de futebol passaram a ser realizadas no estádio Colosso do Tapajós, construído na gestão do ex-governador Jader Barbalho. Tudo isso aconteceu em dias de glórias de nosso futebol. Hoje, quem passa pelo local do antigo estádio Elinaldo Barbosa se depara com o descaso com a saúde pública, pois o terreno está tomado por mato, lixo, lama e outras mazelas, se transformando em um dos maiores locais de foco do mosquito da dengue em Santarém. Mas o que mais preocupa os santarenos, é que essa área nobre os traficantes de drogas e assaltantes tomaram para si e fizeram o seu reduto. O perigo maior é pela parte da noite, o tráfico de drogas e assaltos são constantes, principalmente pelo lado da Avenida São Sebastião, que fica um local isolado e muitas pessoas se arriscam na parada de ônibus, em especial os estudantes de vários colégios que estão localizados nessa área. Outro fato que chama atenção nesse terreno do estádio Elinado Barbosa, é que o muro que o cerca está comprometido em vários setores, podendo desabar a qualquer momento.

Um grande terreno localizado na Travessa Turiano Meira, no bairro do Diamantino, está ocioso e já foi invadido várias vezes, por sem-teto, sendo inclusive alvo de várias ações de despejo. Outra área invadida e que está causando polêmica, está localizada na Rodovia Fernando Guilhon, em frente ao Residencial Salvação, onde pelos menos 2 mil famílias já construíram suas casas e usam energia e água clandestina. O proprietário do terreno já entrou na Justiça para que os invasores sejam expulsos do local, mas até agora nenhuma ação foi feita para solucioná-la. O pior, é que o local se transformou em uma favela e é vista por quem chega a Santarém, já que está localizada na pista que dá acesso ao aeroporto Maestro Wilson Fonseca.

Por: Jefferson Miranda

Fonte: RG 15/O Impacto

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