Secretário da Receita, Marcos Cintra deixa cargo após polêmica da CPMF

O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, não resistiu às polêmicas geradas em torno da recriação de um imposto sobre transações financeiras, aos moldes da extinta CPMF.

O Ministério da Economia confirmou o pedido de exoneração do secretário na tarde desta quarta-feira (11), um dia após o secretário adjunto da Receita, Marcelo Silva, confirmar o imposto e a alíquota.

O auditor fiscal José de Assis Ferraz Neto assume o cargo interinamente. Ele atuava na área de fiscalização em Pernambuco até agosto, quando se tornou o novo subsecretário-geral no lugar de João Paulo Ramos Fachada, demitido em meio a pressões internas por substituições em cargos sensíveis.

Por meio de nota, o ministério esclarece ainda que o projeto de reforma tributária do governo não está finalizado e só será divulgado após o aval do ministro Paulo Guedes e do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Cintra defende há décadas este tipo de imposto, criticado por vários economistas por ser cumulativo, regressivo, prejudicar setores de cadeia mais complexa e desestimular o uso do sistema financeiro.

Mas a ideia de uma nova CPMF também vinha sendo defendida pelo próprio Guedes como uma forma como uma alternativa para desonerar a folha de pagamentos e estimular a geração de empregos.

Bolsonaro negou várias vezes durante a campanha e já como presidente que recriaria a CPMF, mas disse há algumas semanas que se acontecesse, teria que haver alguma compensação.

Veja comunicado completo do ministério da Economia à imprensa:

“O Ministério da Economia comunica o pedido de exoneração do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra.

Esclarece ainda que não há um projeto de reforma tributária finalizado. A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento.

A proposta somente será divulgada depois do aval do ministro Paulo Guedes e do presidente da República, Jair Bolsonaro.

O ministro Paulo Guedes agradece ao secretário Marcos Cintra pelos serviços prestados. O auditor fiscal José de Assis Ferraz Neto assume interinamente o cargo.”

Fonte: Exame

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