Família pede Justiça no caso do vendedor de pamonha que morreu atropelado por advogado

O trágico acidente que tirou a vida do vendedor de pamonha Emerson de Oliveira Cardoso, 24 anos, ocorreu na noite do dia 1º de setembro do ano passado. A vítima foi atropelada por uma caminhonete dirigida pelo advogado Raimundo Nonato Amaral Lima, no acostamento do trecho da Avenida Cuiabá, em frente à sede da Cosanpa. Com o impacto violento, Emerson foi arremessado a vários metros de distância, vindo a óbito ainda no local. De acordo com informações, o motorista que atropelou e matou Emerson, teria apresentado sinais de estar dirigindo sob efeito de bebida alcoólica, negando a realizar o teste do etilômetro.

E o que fazia Emerson, em plena noite de domingo, vender pamonhas, enquanto a maioria das pessoas estava descansando junto aos familiares? A resposta é tão dramática e triste, quanto indignante! A vítima do advogado era o esteio de sua família, e quando foi morto bruscamente, estava trabalhando para levar o sustento para dentro de casa.

A reportagem da TV Impacto foi acionada pelos familiares de Emerson, que pedem Justiça e denunciam que o advogado não prestou qualquer auxílio. “A gente aqui nessa casa somos três adultos e 4 crianças. Estamos precisando de alimentos, a gente está vivendo de doações; roupas, calçados, alimentos, e estamos nessa, com energia cortada desde que ele faleceu, há 5 meses, vai fazer 6 agora. A gente gostaria que o advogado nos procurasse, para ver a nossa realidade, com energia cortada, a casa simples que a gente vive. Queríamos, mesmo, era que esse advogado procurasse a gente. A Família do Emerson era eu e a minha irmã, era só nós três que minha mãe deixou quando faleceu de câncer há 8 anos” diz Josielem Cardoso, irmã de Emerson.

Desde que o acidente aconteceu, o advogado não procurou a família, muito menos mandou alguém para saber se estão precisando de alguma coisa. Muita gente me pergunta só ele trabalhava? Não! Todas elas trabalham, mas de uma forma informal, não é carteira assinada. Então eles se viram como pode. Vendendo cartela, churrasquinho… E agora ela se encontra doente, com nódulo no seio. Está iniciando o tratamento agora. Moram crianças nessa casa que estão precisando mesmo de ajuda.

Como dissemos, o Emerson era o arrimo de família. Ele que cuidava da parte financeira da família, ele era o único irmão. Então, fica o recado ao Sr. Advogado que procure a família, ajude com uma cesta básica, ou com qualquer coisa que for, é isso que elas esperam do senhor. “Porque a minha irmã também está doente. Ela trabalha na avenida Tapajós, vendendo cartela, e ela pega chuva e sol. Essa semana ela não foi trabalhar, e eu comecei meu tratamento de um nódulo que tenho no meu seio. Estou fazendo todo o acompanhamento pelo Regional, para saber o que é. Queremos que ele nos procure sim!”, solicita Josielem, acrescentando: “Porque ele matou um jovem de 24 anos, trabalhador, que tinha sonhos, queria ser professor de educação física. Queria mudar a vida dele, para poder no decorrer do tempo, viver uma vida melhor. Foi isso que ele interrompeu. Ele não será mal tratado, iremos atender ele numa boa, mas que ele venha. Pois a partir do momento que ele tirou a vida do meu irmão, ele teria que se responsabilizar, porque meu irmão tinha uma família, grande ou pequena, era uma família. As sobrinhas pequenas perguntam por ele e a gente tem que se virar para responder. Duas crianças de 5 anos, um de 13, que entende, mas as menores, quando entram em casa perguntam quando ele vai voltar. Meu irmão era um menino trabalhador, um peixinho pequeno diante de tudo isso. Já o Dr. Nonato não, ele e um advogado conhecido, 60 anos, muito conhecido em Santarém, e cadê a OAB? Não teve uma nota de esclarecimento. A OAB também, poderia procurar a gente, para saber a respeito, ou até mesmo oferecer um advogado para ajudar a respeito disso, e nada disso aconteceu, se esquivou.  E se fosse o contrário, se fosse meu irmão que tivesse matado um advogado. Tivesse bebido, se embriagado, e batido o advogado e matado? Vinha todo mundo pra cima da gente”, conclui.

A família deixa o seguinte número para contato (93) 99185-5897, para quem deseja ajudar. Será muito bem vindo!!!

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