Após alegações finais, MPPA pede que autor de chacina vá a júri popular por triplo homicídio qualificado

O Ministério Público do Estado, por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Santarém, apresentou as alegações finais do caso ocorrido em Belterra que ficou conhecido na região como “Chacina do Paca”.  Agora a Promotoria aguarda o retorno dos autos à Justiça com as alegações finais da defesa, e que o juízo acate o pedido de pronúncia, levando o réu Mauro Barrozo Braga a júri popular pelos crimes de homicídio qualificado cometido contra três vítimas e pelo crime de tentativa de homicídio contra outra pessoa.

Segundo apurado nos autos, no dia 27 de maio de 2019, entre os horários de 16h e 17h, na Comunidade do Paca, zona rural de Belterra-Pa, o réu Mauro Barrozo Braga, agindo dolosamente e com ânimo de matar, tirou a vida das vítimas Raimundo Silva de Paula, Douglas Boscheto de Paula e Pedro Hélio Boscheto, com disparo de arma de fogo e ainda tentou matar Luis Jorge Boscheto de Araújo, por meio de golpes de arma branca do tipo facão. A vítima Luís conseguiu se desvencilhar e fugir.

No dia dos fatos, Mauro saiu de sua residência localizada na Comunidade São Benedito, munido de uma espingarda, com destino a Comunidade do Paca, ambas localizadas na zona rural de Belterra, com o intuito de matar Raimundo e Pedro, por motivo de ciúmes de sua ex-esposa, pois ela supostamente teria tido envolvimentos extraconjugais com essas duas vítimas.

Primeiramente, o réu encontrou com a vítima Raimundo no curral e, de surpresa, realizou disparo de arma de fogo, causando a sua morte. Em seguida, foi até a residência da vítima Pedro e, no caminho, encontrou a vítima Douglas (12 anos de idade), o qual pescava à beiro do igarapé, e também disparou contra este, matando-o. Logo após esses dois crimes, Mauro seguiu em direção à residência da vítima fatal Pedro, que na ocasião limpava sua casa, e, ao ser chamado pelo réu, foi também alvejado.

Após a consumação dos três homicídios, o réu ainda tentou contra a vida da vítima Luís Boscheto, que estava próximo da vítima Pedro e presenciou o ocorrido. Como a munição já tinha acabado, desferiu golpes de facão, não consumando seu intento de matar porque a vítima conseguiu fugir.

Após os crimes, Mauro retornou a sua casa juntou seus pertences e evadiu-se, adentrando a mata, onde ficou escondido por vários dias até ser preso, situação que encontra-se até hoje, aguardando a conclusão do processo.

Em suas alegações finais apresentadas em agosto, a promotora de Justiça Dully Sanae Araújo Otakara reitera a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado em 2019, pois a autoria é inconteste: “o inquérito policial foi instruído pelo depoimento de diversas testemunhas e outros elementos de prova que deixam claro que Mauro foi o agente dos disparos que mataram as vítimas, assim como este investiu com uma faca contra Luis Jorge. Outrossim, os depoimentos colhidos em juízo reiteram a autoria do denunciado, sendo todos uníssonos em delimitar o modo como os crimes se deram”.

Fonte: MPPA

Um comentário em “Após alegações finais, MPPA pede que autor de chacina vá a júri popular por triplo homicídio qualificado

  • 29 de setembro de 2020 em 09:17
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    100 anos de prisão é pouco pra esse satanás !

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