Artigo – O poder da criptomoeda treme as bases políticas e cria novas potências financeiras no mundo

Por Oswaldo Bezerra

No mês de maio, publicamos dois artigos aqui no Jornal O Impacto sobre a revolução da criptomoeda. Explicávamos que não tinha tanta relação com a pandemia, mas sim com a política irresponsável dos bancos centrais e governos em relação à emissão de moedas e aos juros negativos.

Quem leu a matéria e aplicou em bitcoins se deu bem. Na época um bitcoin valia 38 mil reais, hoje bateu na casa dos 73 mil reais. Não só investidores se deram bem. Em um dos artigos, mostramos que era também uma maneira de elevar países sul-americanos a superpotências financeiras.

Claro que vivemos sob a clava forte dos EUA, uma ação desta vai de encontro aos interesses norte-americanos, pois enfraquece o dólar, e como diz o embaixador norte-americano no Brasil, geraria consequências. Por isso, quem pôs em ação esta alternativa financeira foi um país que já está sob pressão total dos EUA. O bloqueio econômico, imposto pelos norte-americanos em 2017, colocou toda a população venezuelana em agonia econômica, com perda de 106 bilhões de dólares (como mostra o gráfico abaixo em comparação Venezuela x Colômbia).

A reação a isso foi o engajamento de especialistas, da população, dos empresários, do governo e da oposição. A participação ativa destes diversos atores tornou o país o dono da supremacia comercial com moedas digitais. A Venezuela se tornou o primeiro país do mundo onde um poderoso centro comercial aceita criptomoedas em todo território, mesmo sem internet. Em alguns anos, esta prática elevará o país a uma superpotência financeira.

Toda ação tem uma reação e vice-versa. Por isso, o chefe do Comando Sul, Craig Faller, reconheceu em entrevista coletiva que a Venezuela aumentou o uso de criptomoedas, para fazer frente às sanções e ao bloqueio financeiro e econômico imposto pelos Estados Unidos.

Imediatamente, os norte-americanos criaram uma guerra contra as criptomoedas. Passaram também a considerar os especialistas venezuelanos como criminosos. Estas divisas ficam fora do controle governamental em todo o mundo.

Ao ser perguntado se é possível os EUA rastrearem as transações venezuelanas, utilizando bitcoin, um dos especialistas venezuelanos, José Rafael, disse que sim. Para isso, os EUA devem enviar astronautas ao espaço para ir para a um buraco negro, viajar mil anos ao futuro e trazer um computador quântico de lá. Assim talvez, os EUA pudessem derrubar a encriptação do blockchain, hoje.

José Rafael também informou que na Venezuela existem investidores em criptomoedas que são de Direita, de Esquerda, de Centro, trabalhadores, empresários e campesinos. Por isso, a Venezuela, e outros países sul-americanos se tiverem bom senso, precisam se criptomonetizar, seja como seja! Não podemos mais viver na pobreza e fortalecer uma moeda estrangeira, que só faz crescer a força militar de uma nação que se volta contra nós, com sansões, golpes de estado e bloqueios econômicos.

A implantação de criptomoedas no mundo já é algo sem volta. Seja de Esquerda, de Centro ou de Direita, os nossos governantes precisam reconhecer que as criptomoedas chegaram para ficar, e precisam se acostumar com isso.

RG 15 / O Impacto

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