PGR abre apuração sobre eventual omissão de Bolsonaro no AM e PA

O procurador-geral da República, Augusto Aras, abriu uma “notícia de fato” para avaliar o eventual cometimento de crime pelo presidente Jair Bolsonaro e o ministro Eduardo Pazuello em razão do avanço da pandemia no Pará e no Amazonas. Aras atendeu um pedido formulado por parlamentares do PCdoB.

Os congressistas afirmam que a omissão do governo agravou a crise no Amazonas, que resultou na falta de oxigênio que levou dezenas de pacientes à morte por sufocamento. A informação sobre o início de uma investigação preliminar, que antecede a abertura de inquérito, consta em uma manifestação da PGR enviada ao ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento, Aras cita que os parlamentares que ingressaram com a ação afirmam que o colapso no sistema de saúde de Manaus poderia ter sido evitado “se medidas mais contundentes tivessem sido tomadas com antecedência” por Bolsonaro e Pazuello (noticiados). Os parlamentares destacam que Pazuello esteve em Manaus dias antes de acabarem os estoques de oxigênio.

Alegam ainda “que a mesma situação crítica tem sido observada, mais recentemente, em alguns municípios do Estado do Pará, com igual possibilidade de responsabilização do Ministro da Saúde, em razão de inércia, e do Presidente da República, por postura isentiva e descompromissada em relação às políticas de combate ao novo coronavírus no âmbito do Sistema Único de Saúde”.

Na ação, os deputados destacam que Bolsonaro e Pazuello indicaram para a população o uso de medicamentos sem eficácia científica comprovada para combate à covid-19. Aras informa que se forem identificadas ações criminosas na conduta do presidente e do ministro da Saúde durante as investigações preliminares, as informações serão enviadas ao STF para abertura de inquérito.

Fonte: Correio Braziliense

2 comentários em “PGR abre apuração sobre eventual omissão de Bolsonaro no AM e PA

  • 5 de fevereiro de 2021 em 00:08
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    Além dos governadores, prefeitos e seus secretários de saúde, centenas de ONG se dizem preocupadas com o Amazonas, o Pará e sua população, porém a ninguém ocorreu prever a falta de oxigênio ? ! KKKKKKKKKKKKKK…

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  • 4 de fevereiro de 2021 em 23:44
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    “”Medidas contundentes”, frase tão vazia quanto a responsabilidade do Presidente na crise de Manaus ou de qualquer outra cidade do Brasil ! A responsabilidade pela saúde pública é do governo de cada estado e dos prefeitos de seus municípios, senão pra quê foram eleitos ? É o Presidente da República, ou o Ministro da Saúde, responsável por cuidar do estoque de oxigênio de cada município brasileiro ? Quando o STF determinou que estados e municípios iriam administrar a crise, foi só pra receberem a grana do Tesouro e meterem a mão na bufunfa ? ! Fala sério, Procurador, parem de dar ouvidos à esquerda inconsolável desde que perderam a eleição pro Bolsonaro !!!

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