VALE TUDO EM NOME DA GOVERNABILIDADE?

Em nome da governabilidade, a presidente Dilma Rousseff está praticamente falando só, por tentar inibir e controlar a corrupção que campeia nos bastidores do governo, com destaque para os Ministérios dos Transportes e  do Turismo só como exemplo, e isso não é caso isolado.

A primeira reação pública aconteceu na terça-feira, com o anúncio do agora senador do Amazonas e ex-Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, de que o PR passa a ter uma postura independente, inclusive disponibilizando os cargos loteados pelo governo, para o seu partido.

Postura Independente? Tá bom! Me engana que eu gosto.

Não  menos intrigante, é a posição do PMDB, que também se sentiu “melindrado” com as reações do governo, de afastar servidores do Ministério do Turismo, cuja pasta é um dos nacos do partido, pelos mesmo motivos.

O anúncio oficial do PR de “postura independente” acabou colocando o PMDB em postura privilegiada, com mais poder de barganha, com aumento do loteamento de cargos, e freio aos desmando de corrupção.

Felizmente ainda há políticos como Pedro Simom e Cristovan Buarque, que se dispõe a encabeçar uma frente de combate à corrupção, sem titubear, ou medo de represália. Mas isso não é regra no Congresso.

A grande imprensa chegou a falar que as reações aos atos de corrupção estariam comprometendo as relações do partido com o governo, cujo vice-Presidente, é do PMDB.

Mas as pressões não param por aí. Sabe aquelas emendas parlamentares, que funcionam bem como “cala boca”, também foram responsáveis pelo anúncio de engavetamento de matérias de interesse do governo no Congresso, caso não fossem liberadas as tais emendas de imediato.

Não demorou para que a ministra Ideli Salvati, das Relações Institucionais, anunciasse na segunda-feira passada,  a liberação de R$ 5 bilhões de reais. O anúncio se deu, depois de reunião com os líderes dos partidos com assento no Congresso.

Mas enquanto não saem efetivamente os recursos, os parlamentares fingem que a greve branca chegou ao fim.

Em termos comparativos, esse montante representa 5% dos cortes no orçamento do governo para este ano, como medida de combate à ameaça de inflação. Esse mesmo valor daria, por exemplo, para se construir cinco estruturas de instalação de novas sedes de estados da Federação, como por exemplo, o Estado do Tapajós.

Fatos como esses nos remetem a uma reflexão inevitável. Estamos diante de uma crise, não apenas política, mas institucional, cultural, e por conseqüência econômica, e principalmente de desvio de conduta.

Pior que isso, é constatar que tudo acontece, não nos bastidores, mas fluem através dos noticiários, sem qualquer escrúpulo, com  agravante de que a população assista a tudo passivamente, como mais uma banalidade num País chamado Brasil.

Da Redação

Um comentário em “VALE TUDO EM NOME DA GOVERNABILIDADE?

  • 22 de agosto de 2011 em 08:20
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    a pesar de não ser simpatizante do PTisnmo, estou admirando atitude da presidente Dilma que está fazendo o que o seu antecessor não fêz, o que me parece ela não esta pondo panos quentes nas costas e nem afagando a cabeça dos ladrões do dinheiro público.

    pena que a ladroagem e a impunidade andam de mãos dadas no nosso roubado BRASIL!!
    aqui ocrime ainda compensa!!!

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