Porque os chineses estão de olhos voltados para o Tapajós?

Comitiva chegando a Itaituba

O Tapajós para eles virou literalmente um “verdadeiro negócio da CHINA”. Com perspicácia de Águia e olhos de Lince, como é uma característica deles, não é a toa que são conhecidos como tigres asiáticos… OS Chineses pretendem construir uma ferrovia interligando Mato Grosso com o Pará, via Santarém.

Os empresários chineses que estiveram integrando a caranava da Rota da Integração estão dispostos a investir muito dinheiro para a construção da Ferrovia. Tanto isso é fato que recentemente eles assinaram protocolo de intenções em Pequim entre o governador Sinval Barbosa e a estatal chinesa Raiway Engineering Corporation (Crec), num primeiro passo para um sonho para muitos impossível, mas para eles uma realidade.

E uma das principais estratégias para tirar o protocolo do papel, foi a caravana liderada pelo governador de Mato Grosso aonde no trajeto da viagem que rasgou o trecho da BR 163 foi mantendo contatos políticos empresariais, onde no Pará consolidou a parceria se encontrando com o governador Simão Jatene, do Pará, no município de Itaituba.

Empresários chineses, com jornal O Impacto na mão, estiveram na região

Os chineses que estiveram integrando a caravana saíram entusiasmados com o que viram em nossa região, o que só aumenta ao compromisso dos chineses fazerem os investimensatos para a construção da ferrovia entre Cuiabá e Santarém, que servirá para suprir todas as demandas regionais, com o corredor internacional de exportação para vários países e mais especificamente para a China, toda a produção da safra de soja do médio norte e nortão de Mato Grosso, visto pelos empresários chineses como a saída que vai resolver o problema da escassez de alimentos, hoje em baixa produção na china, mas que com a exportação irá garantir comida para cerca de um bilhão e trezentos e trinta e oito milhões de habitantes.

Outra questão que depõe a favor da construção da ferrovia é que ela irá preencher uma lacuna vazia, de uma das partes ignoradas na logística da Americana Latina Logística (ALL), empresa detentora da concessão Ferroviária de São Paulo a Cuiabá e posteriormente se concretizado os projetos dos Chineses, de Cuiabá a Santarém. Entretanto, a ALL atualmente só visa o trecho até Rondonópolis, abrindo inexplicavelmente mão de explorar os demais trechos da malha.

Mas se por um lado a China representa hoje a segunda maior potência econômica, deixando para trás até os poderosos japoneses, e com previsão, segundo o Banco o Mundial, de desbancar os americanos em 2025, eles não têm suporte de produção na sua cadeia alimentar.

Com isso, Pequim necessita primordialmente que saia a construção da ferrovia, porque hoje não tem auto-suficiência produtiva e depende da Soja de Mato Grosso, vivendo o drama do desequilíbrio entre demanda e oferta, o que força Hu Jintao, presidente comunista dos Chineses, a importar alimentos do Brasil, com predominância da soja.

O trecho em pauta interessa aos chineses mais do que o trecho ferroviário (já em fase de construção) entre Rondonópolis e Cuiabá, (equivalente a 240 km), mas que não despertou devidamente o interesse de empresários.

Outro fator tido como positivo nesse projeto visto por alguns como “Utópico” é que a China tem grande experiência e tecnologias na construção de rodovias, ferrovias, aeroportos e prédios públicos, assim como já construiu a Hidrelétrica de Três Gargantas, considerada a maior geradora de energia do mundo.

Dinheiro também não será problema para os “olhos fechados” dos chineses, porque a soma de produção de riquezas foi a maior de todas, com 5,878 trilhões de dólares. Mas se por um lado a China é uma potência econômica que fica atrás apenas dos Estados Unidos, o Pais é um verdadeiro contraste social, porque os operários chineses são mal pagos com os mais baixos salários do planeta, além de que grande parte da população num descalabro de má distribuição de renda vive em situação de extrema pobreza.

Se a China é um País visionário, ousado em investimentos, embora com mais de 9,5 milhões de quilômetros quadrados (equivalente ao Brasil e mais uma área territorial da dimensão do Pará), enfrenta problemas geográficos com deserto, neve, topografia acidentada repleta de intempéries naturais (não adequada a lavoura mecanizada), e com isso mal conseguem colher uma safra por ano, diferente de Mato Grosso onde naquele Estado ocorre a safra de verão e a safrinha, sendo uma das maiores produções do mundo.

Portanto, a construção da ferrovia interligando Pará e Mato Grosso será a única saída viável para os entraves da baixa produção agrícola dos chineses que precisam de safra recorde para atender sua gigantesca densidade demográfica com explosão populacional preocupante.

Sobre o prenúncio desses altos investimentos com a construção da ferrovia, o empresário e advogado Dr. José Antunes acha que dificilmente a ferrovia sairá do papel, já que uma ferrovia é muito mais complexa do que uma rodovia e as barreiras burocráticas da política ambiental brasileira poderá frustrar o sonho dos empresários chineses no projeto.

Por: Nazareno Santos

Um comentário em “Porque os chineses estão de olhos voltados para o Tapajós?

  • 12 de setembro de 2011 em 08:31
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    tomara que de certo.muito mais nescessario e eficiente que a rodovia,e quanto a questao ambiental,eu acho mais ecologicamente viavel uma ferrovia do que uma rodovbia.na ferrovia soh se para nas estacoes,enquanto que na rodovia se para em qualquer lugar.aumentando assim a quantidade de lixo jogada de dentro dos carros,aparte disso ainda tem o problema das invasoes irregulares que causam muito prejuiso ambiental,alem das serrarias clandestinas que podem se instalar em qualquer ponto proximo da rodovia.

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  • 11 de setembro de 2011 em 05:51
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    Só vieram passear e tomar caipirinha….

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