Greve do Sintepp continua

Noel Sanches

Foi decidido ontem (7), à noite, em assembléia, a greve dos servidores da rede educacional do Estado continua em Santarém (PA). Hoje pela manhã o movimento vai fazer barulho na frente do Fórum da cidade. O ato público é uma resposta indignada a decisão do magistrado da capital paraense, Elder Lisboa Ferreira, titular da 1º Vara de Fazenda, na última sexta-feira, dia 6. A determinação diz que o governo do Estado não descontará os dias parados e pagará o valor do piso nacional dos professores em até 12 meses, a contar de 1º de janeiro de 2012. A sentença também determina que o Sindicato dos Professores em Educação Pública do Pará (Sintepp) terá 10 dias para elaborar um calendário de reposição das aulas perdidas durante a greve. E caso seja desobedecida a decisão, a penalidade será a multa diária de R$ 25 mil, estabelecida no caso de continuidade da greve.

O coordenador do Sintepp em Santarém, Noel Sanches, disse que é uma afronta à categoria, por se uma decisão que vai de encontro à classe trabalhadora. “E quem descumpre primeiramente a Lei é o governo, quando não atende a determinação de uma Lei Federal, o pagamento do piso nacional aos servidores da educação estadual”, disse Noel Sanches.

Noel esclarece que o movimento é por tempo indeterminado. A direção está feliz que os membros da categoria em Santarém, mesmo sem a participação em massa nas ações, uma delas foi atendida, a paralisação das aulas. “Apenas um colégio continua com as aulas, trata-se do Colégio São Raimundo Nonato, porque a instituição é conveniada. Eles não sofrem totalmente os que outros sofrem em uma escola totalmente pública”, informou Sanches.

O professor Mariano José Rocha dos Santos, trabalha a 22 anos na rede estadual, e disse não agüentar mais tanta promessa do Executivo. Lamenta que os estudantes estejam sofrendo também as conseqüências da resposta do governo do Estado. No entanto, a categoria estudantil, na escola que ele trabalha, está esclarecida sobre a luta dos professores. “Os alunos e pais diante do movimento em nossa escola, nos apoiaram devido vivenciarem a necessidade que a categoria passa nas salas de aula. Foi explicado aos estudantes a nossa luta e que o governo nos conceda, o mínimo, o pagamento do piso nacional. É uma Lei Federal, somos uma classe também de trabalhadores digna, e precisamos dos direitos respeitados”, disse o professor.

O movimento na capital deve entrar com o mandato de segurança contra a decisão judicial. A paralisação do Sintepp, já completa 30 dias, no município de Santarém.

Fonte: RG 15/O Impacto e Alciane Ayres

Um comentário em “Greve do Sintepp continua

  • 8 de novembro de 2011 em 20:28
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    Afronta, desrespeito, demagogia e incoerência é esse movimento dos professores.
    Afrontam a inteligência da sociedade. Desrespeitam os alunos e sociedade.
    Querem que a sociedade entenda e apoie sua classe \”sofrida\”, quando eles mesmos não se respeitam:
    1 – Perguntem ao sr Noel e a grande maioria dos professores, onde é que seus filhos estudam, escola pública ou particular. Respondo: escola particular. Isso é muito fácil constatar e por isso não me aprofundarei. É isso que chamam valorizar a classe, quando eles mesmos não confiam nos colegam para educarem seus filhos?
    – Onde estão os professores em greve? A maioria não participa das reuniões.
    Que a educação é renegada no Brasil, infelizmente o é, mas temos que ter coragem de tomar medidas efetivas e não se contentar com reajustes que logo após estão reclamando novamente.

    Uma sugestão: porque a classe dos professores não se mobiliza pra fazer um grande movimento nacional de apoio ao projeto do Senador Critovam Buarque, que determina que todos os detentores de mandatos eletivos tenham seus filhos em escola pública? se presidentes, prefeitos, governadores, senadores, deputados, tiverem seus filhos na escola pública, talvez, repito, talvez, comecem a se preocupar efetivamente com a educação no país.
    Dizer no palanque que a educação é prioridade e ter seus filhos em escolas privadas, torna-se incoerente.

    Vamos parar de olhar somente pro umbigo e começar e fitar o horizonte.

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