Militares do GTO são acusados de torturar presos em Itaituba

Esposas dos detentos procuraram  a imprensa para denunciar torturas na cadeia pública
Esposas dos detentos procuraram a imprensa para denunciar torturas na cadeia pública

Mais um escândalo poderá vir à tona envolvendo policiais militares em Itaituba, no Oeste do Pará. Agora, foram denúncias feitas por mulheres de detentos, que segundo elas, teriam sido “torturados” dentro da cadeia pública por policiais do Grupo Tático Operacional, no dia 22 do mês de fevereiro deste ano.
A presidente da OAB/Subseção local, advogada Cristina Bueno, após receber as denúncias esteve in loco verificando o problema disse à imprensa que realmente pode detectar que tem fundamento as denúncias, mas que os fatos ainda estão sendo apurados. De imediato a presidente da OAB esteve na Câmara de vereadores, na manhã de segunda-feira, dia 25/02, onde pediu apoio aos vereadores para que seja aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar todas as denúncias.
Com a presidente da OAB esteve também o presidente da Comissão dos direitos Humanos da OPAB, o advogado Paulo Corrêa, que disse que a ação foi na verdade de bandidos e não de policiais, já que considerou tal ato altamente danoso aos direitos humanos e que esconderam o rosto no momento da ação.
A presidente da OAB disse que teve dificuldades de entrar na cadeia pública. Mas no seu interior pode conversar com vários presos e observou que os PM`s teriam promovido tortura coletiva, já que obteve informações da auxiliar de enfermagem da cadeia pública que mais de 80 deles teriam necessitado de ajuda, sendo que dois deles em situação mais grave foram levados ao Hospital Municipal.
Em Santarém – Dra. Cristina Bueno disse que ouviu do diretor da cadeia pública a informação de que os PM`s teriam entrado sem sua ordem e promovido a sessão de espancamentos contra os presos. Em face do que considera de extrema gravidade, a presidente da Subseção da OAB em Itaituba também enviou documento à Justiça local pedindo a abertura de sindicância, por se tratar de um verdadeiro crime coletivo, pelo número elevado de presos que teriam sido torturados.
Élida de Cássia, chorando muito, denunciou ao Jornal O Impacto que seu irmão Euller Henrique, preso por tráfico de drogas, também teria sido espancado. A esposa de um outro detento disse que seu marido teve a costela e clavícula quebradas, além de ter sido torturado com spray de pimenta nos olhos. Ela disse que após a sessão de torturas, para que os presos não fossem vistos em estado de espancamento, as visitas dos parentes foram suspensas de imediato. Indagada sobres se as denúncias de torturas teriam alguma relação com a fuga de setes presos, a presidente da OAB disse que não, porque não haveria justificativa para o espancamento coletivo de mais de 80 presos do total de duzentos que estavam no interior do pavilhão.
O relato do drama de mais de meia dúzia de esposas de detentos foram semelhantes. Alguns teriam inclusive sido colocados em “isolamento”. Os familiares dos presos alegam que além dessas torturas eles já vem há muito tempo sofrendo dentro da cadeia, principalmente sem assistência médica, quando adoecem. A reportagem do Jornal O Impacto esteve no Comando do CPRX para ouvir a versão dos acusados, mas o Comando disse que ainda vai abrir Inquérito Policial Militar (IPM) e que no momento ainda não pode se manifestar sobre as denúncias que serão, segundo ele, rigorosamente apuradas.

Dr. Paulo Roberto, dos Direitos Humanos da OAB, diz que ação foi de bandidos
Dr. Paulo Roberto, dos Direitos Humanos da OAB, diz que ação foi de bandidos

 

Dra. Cristina, da OAB, endossa as denúncias de parentes de presos
Dra. Cristina, da OAB, endossa as denúncias de parentes de presos

 

 

 

 

 

Por: Nazareno Santos

7 comentários em “Militares do GTO são acusados de torturar presos em Itaituba

  • 1 de março de 2013 em 21:03
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    Helenilson,, vc defende bandidos acusando os policiais de tortirar, não foi usada nem um exesso de força e sim apenas força para conter. agora eu ja posso acreditar q vc saiu da policia nao por coisa boa.

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  • 1 de março de 2013 em 16:46
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    OS \”HOMENS\” NÃO ÍAM BATER NOS \”COITADINHOS DAS CRIANÇAS\” SEM ELAS TEREM FEITOS TOLICES! RS, ESSES \”ANJINHOS\” TEM MESMO É QUE LEVAR MUITA PORRADA!!! SE NÃO TÁ SE CONPORTANDO NA CADDEIA, IMAGINEM NO MEIO DA SOCIEDADE! OS DIREITOS HUMANOS DO NOSSO PAÍZ É MUITO ERRÔNIA.
    _ A ADVOGADA PODIA PEGAR UM DELES E LEVAR PRO MEIO DA FAMÍLIA D\’ELA.

    P O R R A D A N E L E S ! ! !

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  • 1 de março de 2013 em 10:34
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    A verdade é que bandido tem mais previlégio que um cidadão de bem.Quando ele mata um pai de familia alguem dos direitos humanos vem em defesa deles pelos maus tratos,mas eles(direitos humanos) não visitam os familiares daqueles que ficaram sem pai,(pois o vagabundo matou) ,muitas vezes passam sem ter o que comer,pois quem levava o sustento para sua casa ja não existe.

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  • 1 de março de 2013 em 09:45
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    Que essas pessoas não são santinhos não tenho duvidas,porem sem defesa fazer isso vindo de agentes do estado isso é inaseitavel.pergunto para a aline e Silvia e se esses policiais torturassem seus parantes.Não concordo que esses presos tenham regalias ,maisd não concordo com comportamento de pessoas que estão ai para fazer segurança publica,faço esse comentário pois sou ex policial militar

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  • 1 de março de 2013 em 07:56
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    Estou com pena dessas crianças porque esses advogado não levam eles pra casa deles e deixe só com seus filhos ou sua filhas.

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  • 1 de março de 2013 em 07:43
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    Se a violência alcançar um dia esses defensores e seus filhos por meio desses bandidos agora defendidos por eles, veremos se suas posturas serao essas. A sociedade está cansada de ver e ouvir todos os dias nas mídias, essas conversas fiadas. Não comungo com violência, porém, cabe à Justiça separar o joio do trigo. Se patifes estão recolhidos ao sistema prisional, coisa boa não praticaram. Se o Estado, na pessoa dos Policiais praticou excessos, que investiguem, pois a Justiça so olha o lado de vagabundos, assassinos e toda espécie de malfeitores denunciando maus tratos. Que o Ministerio Publico analise com carinho essas denuncias, senão qualquer bandido passa a ser anjo dentro da prisão.

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  • 28 de fevereiro de 2013 em 21:07
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    Tadinhos, tô morrendo de pena deles, afinal, quando eles estavam matando, estuprando, assaltando eles tinham tanta pena das vítimas, não é?

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