Universitários denunciam Faculdade

Universitários do município de Juruti que iniciaram o Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia, pela Faculdade ECOAR-FAECO no ano de 2015, depois terem cursado os 48 meses da graduação, e passado um ano da conclusão, não encontram solução para obterem o diploma. O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) abriu procedimento para investigar o suposto esquema de estelionato.

Segundo os estudantes, no início, o Curso era coordenado por Suelen Cristina Rodrigues da Cunha e Hosalina Maria Moura. Em maio de 2017 foi descoberto que a FAECO, não estava credenciada para ministrar o Curso de Pedagogia, sendo que já tinham pago 5 semestres, equivalente a 30 meses de mensalidades. Naquele momento, os universitários foram informados pela coordenadora Hosalina Maria Moura, que seriam remanejados para outra instituição, o Instituto Caivs Ivlivs Caesar (UNICIC).

Em uma reunião ocorrida em maio de 2017, onde estavam presente alguns professores locais, Hosalina Maria Moura e o professor Marciel Martins, representante da UNICIC e sua cônjuge, foi mencionada a proposta de reaproveitamento das disciplinas já estudadas na FAECO, e que a diplomação seria feita na data correta, ou seja, nos 48 meses para diplomação. Ainda de acordo com os acadêmicos, Marciel, ainda ressaltou que no dia da outorga os diplomas seriam entregues.

Em novembro de 2018, chegaram ao período de orientação do pré-projeto, e foram informados que tinham que pagar uma professora fora parte, no valor de 50 reais.

“Quando chegamos em janeiro de 2019, fomos convocados pela senhora Hosalina Maria Moura, para reunião na casa de um acadêmico. Ela disse que novamente seria pago uma taxa de orientação, onde pagamos 6 meses de mensalidades, sendo que o orientador nunca apareceu em sala para nos dar a orientação sobre a elaboração do artigo dentro dos padrões da Instituição. Depois disso, tivemos que fazer os artigos sem nenhuma orientação dada pelo professor da Instituição, pois, tínhamos prazo para entrega, que foi 23 de maio de 2019. Na UNICIC estudamos 4 semestre totalizando 24 meses de mensalidades pagas, fora as taxas de matrículas e ECEUS”, informam os denunciantes.

Neste período, conforme relatos dos universitários, Hosalina Maria Moura se distanciou.  “Em outubro de 2019, convocamos uma reunião, para pedir explicações das situações que haviam acontecido durante esse tempo. Quem compareceu na reunião foi Jackson Fonseca, esposo de Hosalina Maria Moura. Ele nos relatou que entraria em contato com a Instituição para verificar a melhor forma de regularizar a nossa situação. Então, alguns alunos perguntaram sobre as taxas de orientações que foram pagas e não tivemos a orientação e ele relatou ‘que isso não importava mais, que isso tinha ficado no passado’. Nesse dia, nos informou que era o novo representante da UNICIC na cidade de Juruti.

Em novembro, Jackson Fonseca estabeleceu duas propostas para uma nova orientação. “A primeira seria trazer uma professora de Uruará, para nos orientar, tínhamos que pagar a estadia, alimentação e mais 80 reais por uma hora de orientação. A segunda alternativa seria que os alunos pagassem 600 reais, para Jackson Fonseca ficar responsável de mandar fazer os artigos, conforme as normas exigidas pela instituição. Nós acadêmicos optamos pela segunda proposta que seria a mais viável segundo o atual coordenador, pois, já tínhamos perdido bastante tempo. Os 600 reais foram depositados na conta dele. E até o presente momento, não tivemos nenhuma resposta de nota do artigo e diplomação. Sendo que foram entregues todos os documentos dos alunos autenticados em cartórios, relatórios das análises de observação e etc”, denunciam os universitários.

Ainda de acordo com os estudantes, não existe qualquer resposta sobre a entrega dos diplomas, e diversas justificativas são dadas, deixando-os em situação de prejuízo. Uma das desculpas, é que quatro acadêmicos devem à instituição, e por isso que não diplomam o restante dos alunos que estão quite com a UNICIC.

RG 15 / O Impacto

Um comentário em “Universitários denunciam Faculdade

  • 28 de setembro de 2020 em 12:07
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    O Minstério Público já está a frente do caso ,isso é EXCELENTE . O que todos tem que ter cuidado daqui para frente é : quando decidir fazer qualquer curso de nível superior é , a priori , pesquise se tal curso existe no MEC . Acesse o site . Não sabes bulufas sobre pesquisar isso? Procure alguém que saiba . Fazer um curso superior é investimento de tempo, de grana , de vida ! Embora o Ministério Público esteja lutando para garantir os direitos das pessoas ; não deixa de ser um prejuízo estupido , uma tremenda frustração uma pessoa fazer algo, investir pesado e … dar com os burros n’água … pois se o tal curso for clandestino o MP não faz milagres , ou seja, quem faz curso clandestino NUNCA vai receber o canudo . … pode ser indenizado …mas o canudo que é bom , adeus ! Então , isso sirva de alerta , de lição para todo mundo . Imagine o Pará gigantesco e gente espertalhona, criminosos , estelionatários brotando em tudo quanto é canto , se aproveitando de centenas de pessoas … É MUITA SACANAGEM ! Que situação …

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